NFL Buffalo Bills Miami Dolphins New England Patriots New York Jets Baltimore Ravens Cincinnati Bengals Cleveland Browns Pittsburgh Steelers Houston Texans Indianapolis Colts Jacksonville Jaguars Tennessee Titans Denver Broncos Kansas City Chiefs Oakland Raiders San Diego Chargers Dallas Cowboys New York Giants Philadelphia Eagles Washington Redskins Chicago Bears Detroit Lions Green Bay Packers Minnesota Vikings Atlanta Falcons Carolina Panthers New Orleans Saints Tampa Bay Buccaneers Arizona Cardinals St. Louis Rams San Francisco 49ers Seattle Seahawks
Notícias Agora :

Moto GP News

Basketball News

Formula 1 News

Mostrando postagens com marcador [DOC NFL]. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador [DOC NFL]. Mostrar todas as postagens

[DOC NFL] Você conhece o Futebol Canadense?

|Por GO|

Você provavelmente já ouviu falar ou já leu em algum lugar alguma coisa sobre a Canadian Football League, ou simplesmente CFL. Como muitos, pensa que é o mesmo jogo da NFL, só que no Canadá, certo? Pois bem, não é.


Só de olharmos o campo de jogo começamos a notar as diferenças. Um campo da CFL mede 150 x 65 jardas (101 x 59 m), e o da NFL mede 120 x 53⅓ jardas (91 x 49 m) e não, eu não sei porque 53 jardas e “⅓”. As end zones também são diferentes, medindo 20 jardas na CFL e 10 na NFL. Os postes em “Y” ficam postados bem na linha de gol na CFL, já na NFL eles ficam bem no fundo da end zone, fazendo com que o kicker tenha que atravessar as 10 jardas no field goal. Antigamente, pois, na NFL o Goal Post também ficava na linha de gol - sendo alocado 10 jardas para trás no final da década de 60.






Alguns estádios nos EUA, como o Qualcomm Field em San Diego e o Sun Life Stadium em Miami, conseguem acomodar as jardas extras na lateral de um campo da CFL; porém as 30 jardas extras nas extremidades fariam com que cerca de 3000 pessoas não pudessem sentar próximos à end zone (Sem Lambeau Leap então?), contudo, o único estádio nos EUA que foi excepcionalmente projetado para receber um jogo da CFL é o Alamodome, TX, casa do San Antonio Texans.


Ao contrário dos 11 jogadores em campo na NFL, na CFL usam-se 12, mas o número de jogadores da linha de scrimmage permance o mesmo: 7. Isso porque o 12º jogador atua em uma posição no backfield, região atrás do QB. Também não existe a posição de TE na maioria das formações canadenses: usa-se um slotback, uma espécie de TE que fica um pouco atrás da LOS. Também a posição de DE foi substituída pela de defensive halfback e apenas um satefy é usado no lugar do SS e do FS da NFL.


A bola praticamente não muda de tamanho e muito menos de formato. Continua sendo aquela bola oval que parece muito um kibe e a variação de circunferência varia entre 3 e 10 milímetros; muitos QB’s profissionais nem notam essa diferença. Uma outra diferença muito fácil de notar é que as bolas canadenses possuem dois círculos brancos completos nas pontas, aquele visual bem vintage que todos nós conhecemos, já as americanas da NFL não possuem esses círculos. O mais próximo disso são os dois semi-círculos na NCAA. 


Em cada jogo existem os downs, porém ao invés de 4 como na terra do tio Sam, o pessoal da folha vermelha utiliza apenas 3. Olhe que curioso.


Em ambas as ligas a bola é posicionada na inha de scrimmage e a jogada começa quando o Center passa a bola para o QB por debaixo das pernas, a passagem sob as pernas é regra no Canadá, mas não nos EUA, mesmo asism todos o fazem assim pois é o jeito mais fácil para se preparar para o bloqueio em seguida. A linha defensiva na CFL tem de ficar a 1 jarda de distância da linha ofensiva, por isso que Cameron Wake, OLB dos Dolphins que já jogou na CFL, é tão ágil após o snap. Na NFL essa distância é de apenas 11 polegadas.


Na NFL após um punt, se o retornador julgar que não poderá avançar depois de receber a bola, ele pode sinalizar um fair catch levantando o braço e, assim que ele agarra a bola, a jogada termina e nenhum jogador do time que chutou pode tocá-lo, se o fizer será uma falta de 15 jardas. Os canadenses não possuem a regra do fair catch, ao invés disso, todos os jogadores, exceção ao kicker/ punter e qualquer jogador atrás dele, têm que ficar a pelo menos 5 jardas do retornador, os jogadores supracitados, que estão atrás do kicker na hora do chute, podem recuperar a bola e tentar avançar com ela como um jogo de rugby, mas na maioria dos casos ninguém está atrás do kicker. 


Em casos de field goals e punts bloqueados, caso a equipe que iria chutar conseguir recuperar a bola, ela pode optar por tentar repetir o chute ou avançar as jardas que restam para o first down, caso não consiga, é turnover em downs.


Na América apenas um jogador pode estar em movimento na hora do snap, o chamado motion, ao contrário do Canadá que permite que todos os jogadores que não sejam o QB ou da OL estejam em movimento, isso permite que oas WR’s estejam em movimento na hora do snap e cruzem a linha de scrimmage já acelerando, ganhando vantagem sobre os defensores. Eis o motivo de tantas jogadas explosivas na CFL.


Se por um lado temos 3 timeouts por tempo e 40 segundos entre cada jogada na NFL, na CFL os times só tem 1 timeout por tempo e apenas 20 segundos entre as jogadas. Ao invés do two minute warning americano, temos o three minute rather canadense, depois dos quais o tempo pára após cada jogada. Esses fatores do tempo impedem que os placares sejam decididos antes do fim de jogo, pois se podemos queimar 120 segundos (2 minutos) do cronômetro quando o outro time não tem mais timeouts na NFL, na CFL queimamos apenas 40 segundos.


Quando um fumble sai pela sideline, os jogadores da NFL ficam aliviados em manter a posse da bola, já os da CFL esperam para ver quem tocou a bola por último dentro de campo, quem o fez ganha a posse da dita cuja. Na CFL também é permitido chutar a bola “fumbleada” para frente para tentar recuperá-la, mas se você está pensando: “Ah, então é só chutar ela pra fora e tudo bem.”, enganou-se. Isso é uma falta e a bola vai para a equipe adversária, mas se a bola acidentalmente acertou seu pé e saiu, não tem problema.


Sempre que um time executar um punt ou um field goal no Canadá e a bola cair na end zone sem ter tocado nos postes ou ter sido um field goal bem sucedido, é uma bola viva. Se o retornardor não conseguir sair da end zone ou se a bola sair pelo fundo da end zone, o time que chutou marca 1 ponto e o outro time começa a campanha da linha de 35 jardas do campo de defesa ou, se o ponto vier de um field goal errado, o time pode escolher coeçar do último ponto que a bola foi colocada. 


Nos EUA não existe esta regra e sempre que um chute passa da end zone ou o retornador simplesmente ajoelha com a bola dentro da mesma, ocorre um touchback e a campanha começa da linha de 20 jardas. O safety existe em ambas as ligas e do mesmo jeito: derrubar o jogador com a bola em sua própria end zone, a diferença é que na terra da coca-cola o time que cedeu os dois pontos chuta um punt de sua linha de 20 jardas, já na terra do hóckey o time que marcou os dois pontos tem a opção de começar a campanha de sua linha de 35 jardas, chutar de sua linha de 35 jardas ou receber um chute da linha de 25 jardas da equipe adversária.

Após um TD, ambas as ligas utilizam do ponto extra, que pode ser marcado de duas formas: chute, que vale 1 ponto, e um outro TD, que vale 2 pontos. O que muda é o local onde a bola é posicionada, 2 jardas da end zone na NFL e 5 na CFL. Outra mudança em relação ao ponto extra é que assim como na NCAA, na CFL se a defesa intercepta um passe ou recupera um fumble e retorna para TD, eles ganham 2 pontos, ou apenas 1 ponto se a defesa acertar um drop kick. Na NFL isso não é permitido.


Também igual à NCAA, para uma recepção ser considerada válida no lado norte da fronteira basta que o recebedor tenha um pé dentro de campo, ao contrário dos dois necessários no lado sul da América do Norte. Outra diferença é que uma interferência da defesa pode ser marcada para qualquer passe para a frente, mesmo que o recebedor esteja atrás da linha de scrimmage, o que não ocorre na NFL.


Ufa... acabei. Se você chegou até aqui, parabéns, você tem paciência. Nem tanto quanto eu tive para escrever esse texto, mas você tem bastante. E agora você não irá mais achar que CFL e NFL é o mesmo esporte jogado em países diferentes. 

The Concussion é um site e blog de Futebol Americano que 
abrange desde a cobertura da temporada da NCAA e da NFL 
até curiosidades históricas das mesmas.

 
>> Se você quiser escrever um texto e quer que ele seja publicado, mande para gente em contato@theconcussion.com !
 
>> Participe do único e exclusivo Fórum sobre NFL no Facebook: www.facebook.com/groups/288334057875424/
 
>> Não esqueça de participar de nossa promoção no Twitter, o prêmio é uma camiseta do New York Jets!  Segue o regulamento: www.theconcussion.com/2011/12/off-regulamento-da-promocao-concussion.html

[DOC NFL] Coaches: As personalidades.

|Por RM|

Vocês já notaram o quanto os técnicos das franquias da NFL são colocados em foco pela TV? No fim de quase todas as jogadas a câmera acaba por focar o técnico para expor a sua expressão. E eles fazem os mais variados tipos! Tanto dentro de campo, como nas entrevistas. 


Não existe, então, um comportamento padrão como existe aqui no Brasil com os técnicos de futebol, que fazem sempre a mesma linha de falar as mesmas coisas e não dizer nada. Na terra do tio Sam as coisas são mais interessantes.
O comportamento dos técnicos de futebol americano é diferente dos técnicos de futebol brasileiros sim, mas há ao menos uma característica que os deixam próximos: A instabilidade. Uma ou duas temporadas ruins e o bilhete azul é entregue. Claro, o imediatismo é característica de esportes de grandes multidões! Os torcedores não veem todo o trabalho do técnico por trás das câmeras, eles enxergam apenas o resultado. Mas vamos deixar de mais-mais e falar de alguns técnicos da NFL.



Don Shula, uma lenda
E vamos começar pelo que inspirou este [DOC NFL]. O técnico dos cabeças de queijo é Mike McCarthy; E sim, há muitas deficiências no jogo defensivo de McCarthy, mas o jeito que ele motiva seus jogadores é único. Ele conseguiu tirar mais que o melhor de seus jogadores. Até mesmo quem não é jogador e vê McCarthy falando sente vontade de entrar em campo. Simplesmente fantástico! Um grande orador.

Mudando um pouco o foco, já reparou como em praticamente todos os âmbitos de trabalho há uma pessoa expansiva e engraçada que chama atenção e cativa as pessoas com bom humor? Sim, na NFL não é diferente. Rex Ryan é esse cara! Amigão dos jogadores, engraçado nas coletivas e extremamente bem humorado, suas entrevistas são um show a parte. Claro, muitas vezes essa característica irrita os torcedores dos Jets. Por vezes é necessário ser duro, mas Ryan não parece seguir esse estilo. Cativação é a palavra chave ao falar de Ryan!


O treinador mais reconhecido é Bill Belichick. O técnico dos Patriots conta não só com a aprovação da sua torcida, mas com a aprovação de todo um país. Em verdade, os outros técnicos quando são questionados sobre quem seria o grande treinador da NFL respondem Bill Belichick. A ESPN sportsnation promove um ranking em seu site onde os torcedores votam no melhor técnico, rodada após rodada. Belichick é o líder deste ranking, não só porque seu time é muito popular, mas porque ele é reconhecido.


Mike Tomlin é o treinador mais específico. Vamos e venhamos, não há outro treinador na NFL que saiba explorar tão bem as melhores características de seus jogadores. Antes de assumir os Steelers, Tomlin era coordenador defensivo dos Vikings e lá parece que aprendeu muito não só sobre defesa, mas sim sobre todas as posições do futebol americano. Os resultados de Tomlin vocês conhecem não é? Duas idas ao Super Bowl!


Já que na introdução falamos de futebol, vamos voltar ao futebol e lembrar uma característica: Lidar com os estrelinhas. Como é difícil controlar um time cheio de egos, arrogância e vaidade. Então, o que você me diz de controlar Ray Lewis, Bart Scott e Suggs? Só jogadores polêmicos que não deixam de abrir a boca ao publico quando algo acontece. Porém, em Baltimore há John Harbaugh. E sim, ele conseguiu controlar todos estas estrelas! Claro, às vezes surge uma ou outra declaração polêmica, porém o mais importante ele conseguiu, que foi formar um time. Time na sua melhor definição mesmo! Unido, junto. Seria Harbaugh disciplinador? Eu diria que não. Ele é apenas um ótimo gerente.


E o título de treinador que mais inventa vai para Chan Gailey. Criatividade é seu sobrenome! Os Bills são um dos times que mais tentam as famosas “jogadas engraçadinhas’”, consagrada assim pelo comentarista Paulo Antunes, da ESPN Brasil. Na verdade o que ele faz é conseguir o melhor de seus jogadores, sabendo suas características. Mas ele sempre faz isso de uma maneira inovadora! E Gailey não é um rapaz novo cheio de ideias revolucionárias na cabeça. Não, desde 1990 ele exerce funções de coordenador ou técnico na NFL. E sempre inovando! Se Fitzpatrick faz uma boa temporada, muito se deve a Chan Gailey.


E por último, ele não podia ficar de fora, não é? Tom Coughlin e sua única expressão! Quando o treinador dos Giants está bravo? Quando está feliz? Nunca se sabe! Afinal ele sempre parece estar muito bravo. Mesmo quando os Blues estão vencendo por goleada, jogando muito bem e já até colocaram o QB reserva pra poupar o titular, Coughlin aparenta estar nervosíssimo. Isso se deve a sua característica de técnico disciplinador, é verdade. Mas nem mesmo quando a equipe faz grandes jogos Coughlin da uma mísera demonstração de felicidade. No quesito técnico Coughlin fica na média, não é dos melhores nem dos piores, sua grande vantagem é a quase perfeição nos desafios! Mas mesmo quando ele acerta aquele desafio que nem mesmo a melhor câmera da NBC pegou a sua cara continua a mesma, com a mesma mão na cintura e a mesma boca aberta. Tom Coughlin é Tom Coughlin.






The Concussion é um site e blog de Futebol Americano que 

abrange desde a cobertura da temporada da NCAA e da NFL 

até curiosidades históricas das mesmas.

 
>> Se você quiser escrever um texto e quer que ele seja publicado, mande para gente em contato@theconcussion.com !
 
>> Participe do único e exclusivo Fórum sobre NFL no Facebook: www.facebook.com/groups/288334057875424/
 
>> Não esqueça de participar de nossa promoção no Twitter, o prêmio é uma camiseta do New York Jets!  Segue o regulamento: www.theconcussion.com/2011/12/off-regulamento-da-promocao-concussion.html


[DOC NFL] Desmistificando o Ravens de 2000

Algumas pessoas consideram o Baltimore Ravens de 2000 como uma das melhores defesas de todos os tempos. Uma das dez melhores é, com certeza. Mas a melhor? Não. Vou provar o porquê.

Primeiro de tudo: não, eu não torço para o Steelers. (risos). O que quero neste texto é provar que aquela defesa era boa - mas nem tanto como pregam.

Para você que pegou o bonde andando: Aquela defesa de Baltimore é uma das melhores defesas de todos os tempos. Eddie George, um dos melhores running backs da época assim a definiu:

"Para jogar contra o Ravens você tinha que usar mais proteção, mais equipamentos. Isso diz tudo".

A essência daquela defesa estava num 4-3 matador. Matador de ball carriers, isso porque o miolo da DL contava com o hoje comentarista da FOX, Tony Siragusa. Ademais, o MLB daquele time você bem conhece: Ray Lewis.

Isso simplesmente faz com que essa defesa seja, sim, uma das melhores. Sobretudo no que diz respeito a parar o jogo corrido. Que HB em sã consciência colocaria seu corpo em risco (e a bola também, por que não) ali no meio? A defesa era dura. E era solidária. Via-se vários gang tackles. Quer números? Essa defesa tem dois records:

  • Menos pontos cedidos numa temporada com 16 jogos.
  • Menos jardas cedidas pelo chão numa temporada com 16 jogos.
Aí, quando o time não consegue correr o que acontece? Ele passa a bola. E quando você passa a bola e tem Rod Woodson como FS e Chris McAlister como CB na secundária, a coisa complica. É aí que o Ravens vencia as partidas no início da década. Mais do que isso, é com a defesa que o Ravens vencia as partidas àquela época. 

Isso porque houve cinco jogos seguidos nos quais o ataque não marcou um touchdown que seja. Nesses, o Ravens venceu dois. Como é possível um negócio desses? Sua defesa consegue superar o ataque adversário e o seu próprio ataque. Nos playoffs, pois, a defesa de Ray Lewis mostrou sua real força. Durante todos os playoffs, Baltimore cedeu 23 pontos. Somados. E apenas um touchdown. No Super Bowl XXXV, a consagração: 0 TDs, 4 Sacks e 5 turnovers, liderados pelo MVP da temporada - Ray Lewis - a esmagar o Giants.

Os dois trunfos dessa defesa são:

- Shutouts na temporada regular, apenas 23 pontos durante todos os jogos de Playoff, Record de menos pontos e menos jardas cedidas pelo chão
- Levar Trent Dilfer (pééééssimo QB) ao Super Bowl.

Mas, acima de tudo, devemos - como diz o título deste artigo, olhar por trás da cortina de fumaça. E por que digo isso?

Porque os Quarterbacks que o Ravens enfrentou naquela temporada estão entre os piores de todos os tempos. Do Browns, o rookie Spergon Wynn. Do Chargers o ABSURDAMENTE HORRÍVEL Ryan Leaf. Kent Graham com o Steelers. Doug Peterson com o Browns novamente e outro bust épico, Akili Smith. Sobretudo, o Ravens não enfrentou nenhum QB All-Pro na temporada regular. 

Assim sendo, o Ravens de 2000 é sensacional. É uma das melhores defesas de todos os tempos. Mas nunca será melhor que o Steelers da década de 1970, que o Packers da década de 1960 e, mais do que todos, do Bears de 1985.

>> AC, Editor Chefe The Concussion

The Concussion é um site e blog de Futebol Americano que 

abrange desde a cobertura da temporada da NCAA e da NFL 

até curiosidades históricas das mesmas.

 
>> Se você quiser escrever um texto e quer que ele seja publicado, mande para gente em contato@theconcussion.com !
 
>> Participe do único e exclusivo Fórum sobre NFL no Facebook: www.facebook.com/groups/288334057875424/
 
>> Não esqueça de participar de nossa promoção no Twitter, o prêmio é uma camiseta do New York Jets!  Segue o regulamento: www.theconcussion.com/2011/12/off-regulamento-da-promocao-concussion.html


[DOC NFL] Quem é mais popular: Giants ou Jets?

Essa pergunta sempre me intrigou. Afinal de contas, ambas as equipes tem Super Bowls, ambas são de Nova Iorque (o maior mercado dos EUA). Mas... Qual é a maior? E em que áreas?

Para tentar resolver essa pergunta eu fiz uma baita varredura na internet. Fóruns gringos, sites americanos, enfim. Acho que consegui critérios objetivos para responder essa pergunta. Antes, porém, vejamos qual é a maior torcida no Brasil.

Responder a essa pergunta foi bem fácil. Foi só dar uma olhada no censo da AFAB, que você vê AQUI. Nele, o Giants responde pela quinta posição, com a preferência de 6,3% dos entrevistados. O Jets, por sua vez, possui a 16a posição, sendo a preferência de 2,4%. Numa matemática simples, a torcida do Giants no Brasil é duas vezes e meia maior que a do Jets. E por que isso?

Ora, a ascenção do Futebol Americano no Brasil se deu com a migração das transmissões da ESPN Internacional de Bristol para os estúdios do Sumaré da ESPN Brasil no ano de 2006. Quem ganhou o Super Bowl em fevereiro de 2008? Isso explica bastante coisa.

Dito isso, tive que me aventurar por sites gringos para saber como é o posicionamento das torcidas nos EUA. Em todos eles o Giants era tido como a franquia com mais fãs. Isso, obviamente, na questão geográfica nacional. Mas e quanto ao Estado de Nova York e de Nova Jersey?

Pois bem, aí a coisa fica mais complicada. O primeiro critério é: Qual sua idade?

  1. Maiores de 60 anos preferem o Giants em maioria absoluta. Isso porque quando estes eram adolescentes o Jets nem existia (Fora fundado em 1960). Além disso o Giants teve grandes defesas na década de 50, sobretudo a Madison Avenue D#, da qual falaremos ainda hoje.
  2. Entre 50 e 60 anos a maioria é do Jets. Isso porque a equipe verde-e-branca foi campeã do Super Bowl III com Joe Namath. 
  3. Entre 35 e 50 anos a coisa fica dividida. Jets e Giants tiveram péssimos times na década de 1970 - lembrem-se do Miracle at the Meadowlands.
  4. Entre 25 e 35 anos a vantagem, embora pequena, é do Giants. A equipe azul foi campeã duas vezes na década de 80 (1986 e, para efeitos de pesquisa, 1990). Entretanto, o Jets chegou à final da AFC no início da década e possuía a já mencionada aqui NY Sack Exchange
  5. Dentre os menores de 25 anos depende muito da família e etc. Se seu pai é Giants, muito provavelmente você também será, certo? Então. Se me filho, daqui 25 anos, não torcer para o Bears ele será deserdado. É assim que funciona (risos).
Depois, outro critério interessante: A Geografia.
  1. O Jets jogou durante anos e anos no "Shea Stadium", estádio esse que ficava no Queens. Portanto, a base de fãs do Jets é o Queens (sendo que este é o "bairro" mais populoso de NY) e Long Island. 
  2. Nos outros quatro "Boroughs" (Manhattan, Bronx, Brooklyn e Staten Island) o Giants tem vantagem. Sobretudo em Manhattan, onde encontra-se a população com renda per capta mais alta.
Quanto à renda e etnias, é bem simples: 
  1. As famílias tradicionais de Nova Iorque tem preferência pelo Giants, até porque eles são mais antigos.
  2. Imigrantes italianos e seus descendentes tem preferência pelo Jets. É só ver para qual time James Gandolfini, de The Sopranos, torce.
  3. Famílias com raízes judias tem uma preferência um pouco mais acentuada pelo Jets. Adam Sandler, notório torcedor do time da AFC é um bom exemplo. Além disso, há alguns anos houve problemas com o calendário dos jogos do Jets e feriados judeus, sobretudo com o ano novo.
Em suma: as minorias tem uma preferência pelo Jets, uma vez que ele veio depois do Giants. Da mesma forma que essas minorias vieram depois dos tradicionais WASPs (White Anglo-Saxan and Protestant) que torcem para o Giants.

Por fim, a associação entre o football e o baseball.
  1. Torcedores do Mets torcer para o Jets em sua maioria. Isso porque ambos jogaram no Shea Stadium por anos e anos. Além disso, eles são os times "novos" em comparação ao Yankees e ao Giants. Isso, porém, não é uma regra absoluta, uma vez que o próprio Adam Sandler torce para o Yankees e, concomitantemente, para o Jets.
  2. Torcedores do Yankees torcem para o Giants, uma vez que eles também dividiram estádio e são mais antigos e tradicionais.
Em suma: Analisando todos os critérios, o Giants tem pelo menos 60% da torcida de Nova Iorque. Isso se vê pelo fato dos ingressos dos jogos do Giants serem mais caros que do Jets (lei da oferta e demanda em Microeconomia, bem simples).

Ufa, acabamos. Gostaram da pesquisa? Ah, quem dera poder fazer um TCC disso e não sobre Fraude e etc no Direito Penal. Foi divertido pesquisar, espero que tenham gostado dos resultados. Hugs!

Bibliografia: 
http://www.city-data.com/forum/new-york/171101-giants-jets-rivalry-question-2.html
http://forums.newyorkjets.com/showthread.php?t=1032
http://www.surveymonkey.com/s/XKQ9ZV8
http://www.city-data.com/forum/new-york-city/779442-question-about-giants-jets-2.html
http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=largest+fan+base+nfl&source=web&cd=10&ved=0CI4BEBYwCQ&url=http%3A%2F%2Fmbd.scout.com%2Fmb.aspx%3Fs%3D61%26f%3D1807%26t%3D8056939&ei=b9_9ToKMJMLrgge78LGxAg&usg=AFQjCNHqiObx6V17ayinfzkEk41ccI2jpw&sig2=2KMB4GIH78aqMVbLt6Kjcg
http://en.wikipedia.org/wiki/Borough_(New_York_City)
http://wiki.answers.com/Q/Which_NFL_team_has_the_largest_fan_base_in_America
http://www.google.com.br/search?sourceid=chrome&ie=UTF-8&q=adam+sandler+jew

>> AC, Editor Chefe The Concussion

The Concussion é um site e blog de Futebol Americano que 

abrange desde a cobertura da temporada da NCAA e da NFL 

até curiosidades históricas das mesmas.

 
>> Se você quiser escrever um texto e quer que ele seja publicado, mande para gente em contato@theconcussion.com !
 
>> Participe do único e exclusivo Fórum sobre NFL no Facebook: http://www.facebook.com/groups/288334057875424/
 
>> Não esqueça de participar de nossa promoção no Twitter, o prêmio é uma camiseta do New York Jets!  Segue o regulamento: http://www.theconcussion.com/2011/12/off-regulamento-da-promocao-concussion.html

[DOC NFL] New York Sack Exchange: A Bolsa de Valores dos Sacks

O Pass Rush do Jets foi um dos mais temidos da NFL nos anos 1980. A Bolsa de Valores de Nova Iorque é a mais importante do mundo. O que Wall Street e o Jets tem em comum?

O ano era 1981. O estádio não era o New Meadowlands - tampouco o Giants Stadium. A equipe verde de Nova Iorque tinha seu "próprio" estádio, o Shea Stadium. Durante um jogo, após um dado sack, um torcedor bêbado levantou uma placa escrito "New York Sack Exchange". Era um trocadilho com a New York Stock Exchange (stock = valores mobiliários, dentre os quais, ações), o coração de Wall St: A Bolsa de Valores.

Se em Dow Jones eram negociadas ações, na NFL eram negociados sacks entre as OLs e as DLs. E todas as ações dessa bolsa do Jets eram prata-da-casa. Todos foram draftados pela equipe na década de 70: Salaam, Klecko (ambos em sétimo e sexto round, respectivamente), Lyons e Gastineau. Klecko e Gastineau eram o coração do pass rush: os dois eram Defensive Ends.

Lyons definia assim o pass rush verde-e-branco:
"It wasn't a question of whether we'd get to the quarterback, it was how many times."
Ou seja: era uma ação com pouco risco, não? Valorizou muito em alguns anos. Dois jogadores oriundos do fundo do Draft ajudavam o Jets a voltar às glórias dos tempos de AFL. Literalmente, não era uma questão de quando eles chegariam ao Quarterback adversário. Era questão de quantas vezes.

Combinados, eles somaram 66 sacks em 1981. Isso dá uma média, acredite se quiser, de 4 sacks por partida. Gastineau e Klecko competiam, literalmente, para saber quem era o melhor DE da liga. Competiam por quem tinha mais sacks. Klecko venceu. Os supracitados jogadores no mesmo ano inauguraram o pregão da bolsa em uma alusão ao seu apelido.

Em 1982, veio os frutos. A equipe de Nova Iorque foi pela primeira vez à final da AFC. Perdeu, não conseguiu atingir o Super Bowl. No ano seguinte, Salaam foi trocado. O Pass Rush não seria o mesmo, embora Gastineau e Klecko ainda visitassem os Pro Bowl algumas vezes mais.

Como legado, Klecko teve seu filho Dan como DT vencedor do Super Bowl por três vezes, bem como sua jersey aposentada pelo Jets. Fora isso, a década de 1980 viu seu melhor pass-rush na equipe da AFC East.


>> AC, Editor Chefe The Concussion

The Concussion é um site e blog de Futebol Americano que 

abrange desde a cobertura da temporada da NCAA e da NFL 

até curiosidades históricas das mesmas.

 
>> Se você quiser escrever um texto e quer que ele seja publicado, mande para gente em contato@theconcussion.com !
 
>> Participe do único e exclusivo Fórum sobre NFL no Facebook: http://www.facebook.com/groups/288334057875424/
 
>> Não esqueça de participar de nossa promoção no Twitter, o prêmio é uma camiseta do New York Jets!  Segue o regulamento: http://www.theconcussion.com/2011/12/off-regulamento-da-promocao-concussion.html




[DOC NFL] Kardiac Kids: o fim do Browns na Red Right 88


O Browns na década de 1980 era bom. Bom não, era ótimo. E a década de 80 não podia começar melhor senão com Cleveland indo aos Playoffs.

Aí você pensa: uai, já li isso aqui hoje. O termo "cardíaco" nos esportes americanos, como você pode perceber, é bem notório. As Crianças Cardíacas eram os Cleveland Browns de 1980. Ganharam esse nome por ter decidido vários jogos nos momentos finais. Naquele ano Cleveland chegou ao primeiro título da AFC Central (hoje AFC North) desde 1971, vencendo apenas por critérios de desempate - pobre Oilers.

Seis foram os jogos que fizeram com que aquele time fosse, como diria Galvão Bueno, teste pra cardíaco. Vamos a eles.

Na semana sete a equipe marrom enfrentaria o Packers. Com apenas 16 segundos no cronômetro e 3rd and 20, o Packers viu Brian Sipe completar um passe de 46 jardas. Hail Mary neles. Na semana seguint era hora de rivalidade contra o Steelers. 26-14 virou vitoria numa arrancada fenomenal. Era o fim da dinastia do aço na AFC Central.

Mais uma franquia história na linha. Chicago Bears em casa. Brian Sipe nesse jogo lançou para 298 jardas - e uma corrida de 56 jardas de Pruitt venceu o jogo. 27 a 21. O Steelers teria sua vingança na week 11. Com 11 segundos no cronômetro a equipe da cidade do aço venceu de virada, marcando mais uma derrota para Cleveland no Three Rivers Stadium.

Numa outra derrota, os Vikings venceram a equipe de Ohio com um Hail Mary. É mole? Isso depois do Browns estar vencendo por 23-9. Finalmente, no último jogo, uma vitória com o Field Goal sagrou o título da AFC Central contra o Bengals. Chegara a hora dos playoffs.

Numa fria tarde, Raiders e Browns esquentaram a cidade. Perdendo por 14 a 12 nos Playoffs Divisionais da AFC, o Browns fez um drive de 72 jardas. Estava em Field Goal Range, certo? Na linha de 13 jardas de Oakland, com menos de um minuto faltando, era second down. O que você faria no Madden? Eu correria e gastaria o cronômetro. Mas o kicker de Cleveland já havia errado dois chutes naquela partida devido ao vento. O coach do browns, Sam Rutigliano escolheu ser mais agressivo e tentar o TD.

Chamou a jogada icônica: Red Right 88. Aí você pensa: se o vento atrapalhou os field goals, por que não atrapalharia um quarterback? Foi o que aconteceu. Uma interceptação de Mike Davis terminou aquela temporada mágica para Cleveland, que ainda teria suspiros na AFC em 86 e 87. Nesses anos, Denver acabou com os sonhos: The Drive e The Fumble. A saga das tragédias de Cleveland continua. Até quando?

>> AC, Editor Chefe The Concussion

The Concussion é um site e blog de Futebol Americano que 
abrange desde a cobertura da temporada da NCAA e da NFL 
até curiosidades históricas das mesmas.

 
>> Se você quiser escrever um texto e quer que ele seja publicado, mande para gente em contato@theconcussion.com !
 
>> Participe do único e exclusivo Fórum sobre NFL no Facebook: www.facebook.com/groups/288334057875424/
 
>> Não esqueça de participar de nossa promoção no Twitter, o prêmio é uma camiseta do New York Jets!  Segue o regulamento: www.theconcussion.com/2011/12/off-regulamento-da-promocao-concussion.html


    [DOC NFL] Cardiac Cats: Carolina Panthers de 2003

    As duas Carolinas (Norte e Sul) são representadas por apenas uma equipe na NFL: Os Panthers.  Em 2003 a equipe tinha esse apelido. Descubra o porquê nesta edição de [DOC NFL].

    O Carolina Panthers nasceu em 1995. No ano seguinte alcançou sucesso e foi aos Playoffs. 2003 seria outro ótimo ano. Mas esse ano não veio sem muito sofrimento. Em todas as partidas. 


    Torcer significa se emocionar. Se comover. Ver seu time mal, então, é uma das piores coisas que existem. Ver o time que você ama na NFL chegar ao final da temporada com 15 derrotas é pior ainda. 2001 foi o pior ano da curta história de Carolina. O Head Coach da equipe era o laureado George Seifert, anteriormente campeão e herdeiro do 49ers de Bill Walsh. 1-15 selou o fim da era Seifert em Charlotte. Quem veio? O homem que hoje lidera Tebow, John Fox. 

    Aquisições foram feitas. Jordan Gross, um dos melhores OLs da história da NFL, veio pelo Draft. Proehl, wide receiver campeão pelo Rams anos antes, reforçou o corpo de recebedores que já contava com Muhammad e Steve Smith. Como quarterback, Jake Delhomme chegou pelo free agent. Delhomme fora durante duas temporadas o QB com o melhor rating na pré-temporada - quando era apenas backup em Nova Orleans. 

    No caminho para o Super Bowl XXXVIII, 11 vitórias e 5 derrotas. Não obstante, foram 5 prorrogações. Imagine seu time, leitor, indo em cinco vezes ao overtime e correndo o risco de perder. 

    O batimento cardíaco começou acelerado na primeira semana. Após liderar por 17 a 0, o Jaguars começou a ver a ascenção dos gatos cardíacos em apenas um quarto. Delhomme entrou em campo sendo reserva. Saiu titular. Após um bloqueio de punt - que virou um safety - Delhomme estava 5 pontos atrás. Venceu. 24-23 com 16 segundos para o final. 

    Na semana seguinte, jogo contra o rival de divisão, Tampa Bay. O Bucs era o atual campeão do Super Bowl e estava perdendo por 9-3. No final da partida fez um Touchdown e... o extra point foi bloqueado. Com 9 a 9 no placar, o Panthers foi para a primeira prorrogação da temporada e saiu vitorioso com o Field Goal.

    No dia 12 de outubro a equipe de Carolina foi até o antigo RCA Dome enfrentar Manning e sua trupe. O Colts vencia por 13-3 no intervalo. Deixaram virar, 20 a 13 - até Peyton empatar a partida e o jogo ir para a prorrogação - a segunda da temporada. Depois de seis minutos, um field goal de 43 yd deu a vitória para a equipe do Sul. Panthers 23-20.

    Duas semanas depois foi a vez do Saints, numa viagem ao Superdome. Adivinha o que aconteceu? Prorrogação, vitória do Saints por um field goal novamente. 

    Dezembro chegara e com ele a ida ao Georgia Dome e o Falcons de Michael Vick. O Panthers estava 8-2. Ficou 8-4. Os playoffs começavam a ficar ameaçados. Atlanta vinha mal na temporada, com o record de 2-10 até então. Isso não impediu 141 jardas terrestres somadas às 179 aéreas de Vick. Sim, o jogo foi para a prorrogação. Mas então veio uma interceptação aos gatos cardíacos. Ela seria retornada ao touchdown. Fim de jogo, essa seria a última derrota do Panthers naquela temporada até o Super Bowl.

    Semana seguinte e vinha o Cardinals. 8-5 nas costas, os Playoffs continuavam sob risco. O QB da equipe do Arizona é um bom conhecido do torcedor do Bears: Josh McCown. E seu RB era o então decadente Emmitt Smith. No intervalo, 14-7 para o Cards. Um Field Goal para o Cards e 10 pontos do Panthers depois, um jogo empatado seria decidido em outro field goal de Kasay: 49 yds. 20-17, vitória do Panthers.

    O Wild Card foi tranquilo: 29 a 10 contra Dallas. Veio, então, o forte St. Louis Rams (sim, eles eram fortes). Uma prorrogação não bastou. Houve duas. Na primeira jogada do segundo quarto de prorrogação, Bulger foi interceptado. Carolina tinha a chance de levar a vitória pra casa - mesmo que o Rams não perdesse há 14 jogos em casa. Steve Smith e 69 jardas depois, Delhomme levaria o Panthers a mais uma vitória numa prorrogação. Foram cinco. Quatro vitórias.

    Num shootout no Super Bowl, o Panthers ficou do outro lado da história. 29 a 29 contra o Patriots de Vinatieri. Era o fim da temporada dos sonhos da equipe felina. Depois de tantas vitórias apertadas, uma derrota apertada. A tristeza tomou conta das duas Carolinas. Mas a emoção ficaria marcada na história da NFL.

    >> AC, Editor Chefe The Concussion

    The Concussion é um site e blog de Futebol Americano que 

    abrange desde a cobertura da temporada da NCAA e da NFL 

    até curiosidades históricas das mesmas.

     
    >> Se você quiser escrever um texto e quer que ele seja publicado, mande para gente em contato@theconcussion.com !
     
    >> Participe do único e exclusivo Fórum sobre NFL no Facebook: http://www.facebook.com/groups/288334057875424/
     
    >> Não esqueça de participar de nossa promoção no Twitter, o prêmio é uma camiseta do New York Jets!  Segue o regulamento: http://www.theconcussion.com/2011/12/off-regulamento-da-promocao-concussion.html



    [DOC NFL] O Projeto Marinovich: Roboquarterback

    >> Por HB

    >>Leitor do The Concussion: ao ler o título, alguns podem pensar que Marinovich é um robô que sabe lançar passes, certo? Errado! Nesse texto, “robô” será a referência ao corpo de Todd Marinovich, ex-quarterback da NFL e da CFL.

    Todd Marvin Marinovich nasceu em 4 de julho de 1969, em San Leandro, Califórnia. O pai de Todd era Marv Marinovich, antigo quarterback de USC, que treinou o filho desde o nascimento para ser o jogador de futebol perfeito. Com um mês, Todd já fazia exercícios de alongamento para a coxa e com apenas quatro anos, já podia correr quilômetros em meia hora.

    Na High School teve uma carreira de muito sucesso. Foi o primeiro calouro a começar um jogo em Orange County. Escolheu jogar pela Mater Dei High School, e em dois anos neste colégio, lançou para 4,400 jardas. Após se transferir para a Capistrano Valley High School, ele quebrou o recorde de passe de todos os tempos de Orange County, passando depois o recorde histórico de jardas da High School, com 9,914 jardas, sendo 2,477 no seu ano de senior. Após uma brilhante carreira, foi para a Universidade de Southern Califórnia, os Trojans. Mas, antes, um fato curioso marcou sua carreira.

    Em janeiro de 1988, ele apareceu na capa da revista cover Califórnia Magazine, com o título: "ROBO QB: THE MAKING OF A PERFECT ATHLETE.", algo que muito se devia ao fato de sua rotina desde criança para ter um corpo de jogador. Posteriormente, declarou que nunca havia tido um Big-Mac, um biscoito ou uma Coca-Cola. Quando ia a festas de criança, ele levava seu próprio bolo e sorvete para evitar açúcar e farinha branca refinada. Ele comia ketchup caseiro, preparado com mel, e não comia produtos lácteos transformados.

    Em sua carreira no college, ele seguiu os passos de seu pai e escolheu a USC, como já dito. Em seu primeiro ano de NCAA, ele foi backup, assim como provavelmente seria no segundo. Mas na pré-season de 1989, Pat O’Hara, o quarterback titular, sofreu uma lesão grave na perna e não poderia jogar na temporada. Marinovich então foi escolhido para liderar a universidade e se tornou o primeiro calouro a começar a temporada como quarterback titular de USC desde a segunda guerra mundial. Na temporada, Marinovich completou 197 de 321 passes, lançando na regular season para 16 touchdowns e 12 interceptações. Mas um jogo em si foi especial: contra Washington State ele liderou um comeback de último minuto num drive de 91 jardas para vencer a partida. A qualidade do quarterback estava apresentada, mas Todd ainda precisava consolidar seu talento. Naquele ano, os Trojans fecharam com 9-2-1, venceram a conferência Pac-10 e venceram o Rose Bowl de 1989 em cima de Michigan.

    Marinovich entrou o ano de 1990 como um candidato ao Heisman Trophy, mas outra característica que marcaria sua carreira começou a aparecer: os problemas pessoais. Após Larry Smith (na época, o HC dos Trojans) saber que Marinovich estava faltando a diversas aulas, ele foi suspenso do jogo contra Arizona State. Mas seu jogo foi tão ridículo que teria sido melhor ele ter sido mantido fora de qualquer maneira. A partir daí, seu relacionamento com Smith tornou-se problemático. Seus problemas com o treinador tornaram-se públicos no John Hancock Bowl, onde foi mostrado Marinovich gritando com Smith.

    Um mês depois, Todd Marinovich foi preso por posse de cocaína. Após ser solto, resolveu declarar-se elegível ao draft da NFL.

    O draft de 1991 estava mais voltado para a defesa, e o primeiro quarterback foi selecionado na pick #16. A pick #24 era dos Los Angeles Raiders, que resolveram apostar no quarterback robótico e draftar Todd Marinovich, que um tempo atrás teve passagem pela polícia. Mas... É o Raiders, né? Você acha que ele ligaria para o record policial do nosso querido Todd? (Nota: o próximo quarterback a ser draftado seria Brett Favre. Será que valeria a pena trocar?)

    Seu primeiro jogo na NFL foi num Monday Night Football, na pré-temporada de 1991 contra o Dallas Cowboys. Entrou restando 15 minutos de jogo, e lançou 4 passes, sendo 3 completos e 16 jardas. Um dos passes foi para touchdown.

    Porém, na temporada regular ele não havia atuado, até que o quarterback titular Jay Schroeder se machucou na semana final da temporada, dando chance para Todd mostrar seu valor. E ele não decepcionou: tentou 40 passes e acertou 23, conseguindo 243 jardas difícil vitória dos Chiefs. 

    Os Raiders haviam conquistado a vaga nos playoffs, e por causa da grande atuação, Marinovich novamente foi o titular. Pela segunda semana seguida, os Chiefs eram os adversários. Mas nesse jogo Todd foi mal, lançando apenas 140 jardas e 4 interceptações, num jogo novamente vencido pelos Chiefs, agora por 10-6. No vestiário, quebrou um espelho com seu capacete após o jogo.

    Em 1992, após os Raiders iniciarem a temporada com 0-2 como Schroeder de titular, Marinovich foi declarado o quarterback starter. Teve uma grande atuação no primeiro jogo e uma atuação média no segundo, mas os Raiders perderam as duas. Depois liderou sua equipe a três vitórias em quatro jogos, antes perdendo para os Cowboys. Seu melhor desempenho foi contra os Bills, em que lançou para 188 jardas e 2 touchdowns, completando 11 de 21 passes. Na semana seguinte, em um jogo contra os Eagles, teve 3 de seus primeiros 10 passes interceptados. Schroeder voltou a ser o quarterback titular e Todd Marinovich nunca mais atuou na NFL.

    Corpo são, Mente sã?

    Enquanto isso seus problemas pessoais continuavam: Marinovich teve sérios abusos de substâncias proibidas enquanto jogava na NFL. A NFL sempre mandava Todd fazer testes de drogas, e muitas vezes ele falhava, seja por cocaína ou maconha. Os Raiders entraram no meio da briga e mandaram Todd para uma clínica de reabilitação, mas de nada adiantou. Após falhar mais uma vez no teste de drogas, novamente por maconha, sua carreira na NFL havia acabado. Também havia sido preso diversas vezes. 

    Muito tempo depois de se tornar um quarterback fracassado na NFL, Todd Marinovich tentou se juntar ao Winnipeg Blue Bombers, da CFL (Canadian Football League), mas teve uma grave lesão no joelho no primeiro dia de training camp. Durante a recuperação, seus antigos amigos da High School o levaram a heroína. Marinovich então foi preso mais uma vez e passou três meses na cadeia. No verão desse ano, algo estranho aconteceu: ele realizou try outs e despertou interesse de duas franquias da NFL: San Diego Chargers e Chicago Bears, mas nos dois, falhou no teste psíquico. Pouco tempo depois, foi contratado para ser backup do DC Lions, da CFL.

    Após mais problemas com drogas, ele ficou na franquia, mas em 2000, a situação não estava boa e Marinovich saiu da mesma.

    Marinovich voltou para Los Angeles e entrou na expansão dos Los Angeles Avengers, da Arena Football League (mas será possível que mais general managers loucos de franquias queriam este homem em seu roster?). Mas seu talento finalmente apareceu: ele empatou com o recorde da liga em touchdowns lançados em apenas um jogo, com 10. Foi eleito o rookie do ano pela liga, mas no dia seguinte ao seu pagamento, ele usou heroína. Após saber disso, a equipe o suspendeu do time. E nunca mais ele voltaria a atuar.

    Em 2004, Marinovich foi considerado pela ESPN um dos maiores busts da história do esporte da bola oval. Ficou em sétimo na lista. Nada injusto.

    Ainda assim, após o final de sua carreira, teve muitos problemas pessoais. São tantos que nem vale a pena listar. 

    E assim termina o texto que relata a vida de Todd Marinovich. De futuro “perfeito quarterback” a bust arruaceiro com passagem pela polícia. De antigo “corpo perfeito” a um cara que se perdeu nas drogas. Corpo são, mente sã? Nem sempre. Infelizmente uma educação tão rígida e robótica fez com que Todd se tornasse completamente rebelde quando adulto. Triste para ele, triste para o Esporte.


    Se você quiser saber mais, procure na internet o documentário "The Marinovich Project", que vai ser transmitido hoje à 0:00 pela ESPN americana.



    The Concussion é um site e blog de Futebol Americano que 
    abrange desde a cobertura da temporada da NCAA e da NFL 
    até curiosidades históricas das mesmas.

    [DOC NFL] Futebol Americano e Cigarros, unha e carne.

    >> Por AC, Editor Chefe The Concussion.

    >>Pode parecer que eu fiquei mais maluco do que nunca ao começar a escrever este texto. Mas não. Falarei de uma coisa que não existe mais: a conexão entre FA e um Marlboro.

    Começo, primeiramente, pedindo desculpa ao fumante que me lê neste momento. Provavelmente ele ficou cooptado a pegar um marlborinho e fumar enquanto varre os olhos entre minhas palavras. Mas... por quê? Ora, pelo simples fato de eu ter mencionado o nome da marca, que fez com quê o leitor fumante imediatamente materializasse a sua própria imagem fumando, sentindo o gosto da fumaça e o calor na garganta.

    Propaganda no antigo Foxboro Stadium
    Aí você me pergunta: ok, o que isso tem a ver com Futebol Americano? Simples. Por algum motivo você começou a fumar, certo? Sim. Muitos dos homens fumantes acabam por começar a fumar pelo fato disso transparecer virilidade, independência - o que convenhamos, é uma bobagem transmitida por publicidade. E o melhor método, nos EUA, durante anos, para conseguir passar essa imagem de Cigarros = Virilidade foi através do Futebol Americano durante anos.

    Não havia sequer um único estádio da terra do Tio Sam que não tivesse uma placa de publicidade com uma marca de cigarro. E qual cigarro estaria presente lá? Ah, obviamente, Marlboro.

    A marca da Phillip Morris associou seu nome, durante anos de propaganda permitida legalmente (o que hoje soa como absurdo), a homens viris, a cowboys. E, sim, ao Futebol Americano. Afinal de contas, que esporte mais viril que este? Onde o objetivo maior, o ganho de território - semelhante a uma guerra, se dá a partir de inteligência e força física aliadas?

    Scoreboard do Candlestick Park na década de 1980

    Era a fórmula perfeita. Para combinar, o cigarro acaba por esquentar o fumante. Quantas franquias de Futebol Americano em terras gélidas dos EUA você conhece? Eu conheço umas 20 pelo menos. Além disso, o FA tem como característica os momentos decisivos, as partidas apertadas. Sabe que imagem foi mostrada antes do "The Catch" de Montana/Clark no NFC Championship Game de 1981? Joe Montana conversando com Bill Walsh. E, ao fundo, uma enorme propaganda de Marlboro no scoreboard. Aí, novamente, você fala: e daí?

    Ora, quando um fumante está nervoso, o quê ele faz? Simples: fuma. Quando seu time está a 15 jardas de ir ao Super Bowl, você é compelido pela imagem da marca - que, possivelmente te fez começar a fumar anteriormente - a fumar um cigarrinho. A ir ao mundo deles, mesmo sabendo que é uma viagem sem volta.

    No Brasil a coisa foi semelhante. Em tese. Sai o Futebol Americano e entra a McLaren de Ayrton Senna, nas mesmas cores daqueles anúncios: vermelha e branca em forma de bandeira de festa junina - ou seria de uma pintura de Volpi? Só que não é só isso. Assista o comercial abaixo dos Cigarros Hollywood:



    Felizmente o ser humano acaba por evoluir. O Estado, percebendo os efeitos nocivos da publicidade tabagista acabou por meio de leis, nos EUA e no Brasil, a proibir as propagandas de cigarro, sobretudo em eventos esportivos. A redução de fumantes adolescentes, de lá para cá, foi drástica. E

    Detesto cigarros. Todos nós sabemos que ele faz mal. Famílias se desfazem por causa dele. Mortes agonizantes ocorrem. Agora, ao leitor fumante com quem travo esta prosa desde o início do artigo: Lembra aquele cigarro que você acendeu? Apague. Faça ser seu último. :)


    The Concussion é um site e blog de Futebol Americano que 
    abrange desde a cobertura da temporada da NCAA e da NFL 
    até curiosidades históricas das mesmas.

    [DOC NFL] WRs da NFL: Cada vez maiores.

    >> Por RM


    >>Nobres leitores, vocês já notaram o quanto a NFL vem ficando forte? Sim, forte. A cada temporada que se passa o peso e a altura dos jogadores tem aumentado. E a conseqüência disto não é a perda de velocidade - pelo contrário! O jogo vem ficando mais rápido ano a ano. Querem um exemplo? A NFL já divulgou que a média de peso dos defensive tackles é próxima das 300 libras, ou seja, 136 quilos.


    Em épocas passadas os wide receivers pesavam menos e tinham como característica fundamental agilidade e velocidade. Hoje o peso aumentou e, conseqüentemente, a força! E como já dissemos, a velocidade não diminuiu em nada. É por isso que as jogadas do tipo catch-and-run tem aumentado tanto, os WRs recebem a bola numa posição anterior e tem de correr um maior percurso, enfrentando os tackles adversários numa busca de Yards After Catch.


    O jogador molde para estes novos tipos de WRs é Jerry Rice. Com 1,88m e aproximadamente 91 quilos, Rice quando tinha o estereótipo de WR lento. Ledo engano! Foi o melhor de toda a história, alcançando quase 23000 jardas recebidas. Surgia aí um novo modelo de jogador que todas as franquias iriam copiar. Uma verdadeira revolução para a NFL.




    Isso tem imediata consequência nos colleges, que abastecem a NFL. Os olheiros tendem a buscar jogadores de porte físico mais avançado, montando um ciclo onde os recebedores menos avantajados têm perdido espaço. Isso tudo ainda gera outra outra consequência: Os cornerbacks teriam de aumentar também. Porém, isto ainda não aconteceu, nos dias de hoje a média de altura de CBs é de cerca de 1,80m e o peso de 85 quilos. Provavelmente o que poderemos ver no futuro é um aumento desta média, para que o combate a recepção seja mais intenso.


    Outro fator importante e que contribui com wide receivers são as regras de combate ao recebedor. O contato entre CB e WR só pode ocorrer nas primeiras 5 jardas após a linha de onde a bola sai. Com esta regra os recebedores maximizaram seu poder de recepção e possuir grandes WRs tornou-se essencial para qualquer ataque.


    O gerente geral dos Titans, Floyd Reese já percebeu essa situação dos CBs e pronunciou-se: “Wide receivers são atletas muito melhores do que eram anos atrás. As posições da defesa realmente ficaram menores. É por isso que treinadores de faculdade tem de tomar alguns de seu melhores atletas e fazê-los corners. É preciso encontrar uma maneira de se igualar a eles.”.


    Com toda essa evolução, ficou muito mais difícil ler o ataque adversário. Não é incomum formações com 4 WRs, afinal eles jogam de running back tranquilamente. Forma-se uma verdadeira confusão na defesa adversária e o espetáculo ganha mais brilho, com excelentes lançamentos!


    Vamos agora expor dados objetivos. Veremos então, altura e peso de grandes WRs do passado:


    · Henry Ellard - 1,79m e 81 quilos


    · Charlie Joiner - 1,79m e 85 quilos


    · Dom Maynard - 1,80m e 81 quilos


    · Steve Largent - 1,79m e 84 quilos


    · Isaac Bruce - 1,82m e 85 quilos


    · Marvin Harrison - 1,82 e 79 quilos


    E agora, a título de comparação, vamos agora elencar grandes WRs ainda em atividade:


    ·Calvin Johnson – Detroit Lions – 1,96m e 107 quilos


    ·Andre Johnson – Houston Texans – 1,91m e 102 quilos


    ·Vincent Jackson – Sandiego Chargers – 1,96m e 104 quilos


    ·Dez Bryant – Dallas Cowboys – 1,88m e 99 quilos


    ·Roddy White – Atlanta Falcons – 1,84m e 96 quilos


    ·Dwayne Bowe – Kansas City Chiefs – 1,88m e 100 quilos


    ·Larry Fitzgerald – Arizona Cardinals – 1,91m e 99 quilos


    Nitidamente, o padrão NFL para WR já mudou. É necessário um WR alto e forte! E se estes recebedores tem espaço hoje, muito se deve a Jerry Rice.



    The Concussion é um site e blog de Futebol Americano que 
    abrange desde a cobertura da temporada da NCAA e da NFL 
    até curiosidades históricas das mesmas.

    Football News

     

    © Copyright BACKUP The Concussion 2010 -2011 | Design by Herdiansyah Hamzah | Published by Borneo Templates | Powered by Blogger.com .