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[NCAA] Conheça o Oklahoma Sooners

|POR MD|


O esporte por sua natureza competitiva precisa dos melhores. Todo ano temos um melhor, chamado campeão. Em todo jogo temos um vencedor. Mas, como dizer quem é o melhor da história? Em todos esportes a mídia se desdobra e entra em polemicas tentando apontar o time referencia, aquele que pode encher a boca para dizer que é o melhor de todos os tempos. 

Na NCAAf não é diferente, nas mais de 100 escolas uma pode ser orgulhar de ser a maior. Porém, temos um caso diferente já que a forma de disputa proporciona vitórias para muitos times no final da temporada com os bowl... E, apenas recentemente, nasceu um jogo para disputa do campeonato nacional. Além disso, não são apenas os títulos que importam, existem bowls, vitórias, Heisman e uma infinidade de outras conquistas que podem satisfazer o torcedor durante uma temporada.






Todos os torcedores do mundo acham o seu time o melhor. Como já diz o ditado, o amor é cego. Mas, a história não. É impossível chegar à unanimidade e convencer a todos que um time é o melhor que o outro, essa discussão é infinita em uma roda de amigos. Felizmente os dados estão aí para serem confrontados e dar uma resposta bem próxima àquilo que os céticos desejam ouvir. É necessário lançar um olhar mais realista e menos apaixonado sobre as estatísticas tão ricas em informações e confrontar as informações entre os maiores times. Esse com certeza não é o Santo Graal das generalizações, mas o que procurei foi a mais concreta das generalizações. 


Eu torço para Oklahoma. Nosso Editor Chefe para Michigan. Então, sem mais delongas, apresento à vocês o time que na minha opinião é o maior da história do college football: Oklahoma Sooners. The University of Oklahoma possui um dos mais tradicionais programas atléticos entre universidades americanas, são 26 títulos nacionais nas mais diversas modalidades entre elas o football e a ginástica. Situada na pequena cidade Norman, que possui cerca de 100mil habitantes, oferece um clima agradável e uma excelente qualidade de vida para seus alunos.

Mas vamos falar do que interessa... 


São 117 anos de história e os Sooners tem um recorde de 812-304-53 e a porcentagem de vitórias de 71,7%, ficando atrás apenas de Michigan e Notre Dame neste quesito. Após a 2° Guerra Mundial, na considerada era moderna da NCAA, não existe nenhum programa com melhor aproveitamento, são 567 vitórias e 76,3% de aproveitamento. Ao longo de sua rica história, os Sooners se tornaram sinônimo de pós-temporada, são sete campeonatos nacionais e 26 bowls conquistados em 45 aparições, sendo a única equipe a ter participado de todos os BCS bowls. Sooner, aliás, é o gentílico do povo de Oklahoma - da mesma forma que capixaba é para quem nasce no Espírito Santo, por exemplo.



Depois do primeiro título em 1915, vieram mais 42 conquistas de conferencia e recordistas nacionais 52 temporadas com mais de 10 vitórias.

A equipe possui outros recordes na história da NCAA. Como as 47 vitórias consecutivas entre 1953 e 1957. Os 31,901 pontos marcados por jogo. E as minguadas 12 temporadas negativas. 


Também, o maior número de semanas rankeadas no AP Pool, foram 101 em primeiro lugar, 380 no top 5 e 531 no top 10. No ranking BCS, foram 20 semanas como top1, 48 como top 5 e 66 no top. Esses dados dão aos Sooners o posto de equipe que mais vezes apareceu em todas as posições do ranking. 


Os Sooners também têm tradição em formar jogadores profissionais, das fileiras de Oklahoma saíram nada mais, nada menos que 350 jogadores para NFL e ainda, 22 jogadores para a extinta AFL. Sendo Sam Bradford, Billy Sims e Lee Roy Selmon primeira escolha geral de seus drafts. 


Na NCAAf, 153 jogadores na primeira equipe americana e 454 jogadores na primeira equipe da conferência. Entre 10 jogadores indicados para a final do Heisman, 5 foram vencedores: (Bradford '08, White '03, Sims '78, Owens '69, Vessels '52). 


Diversos jogadores do mais alto calibre já vestiram a camisa Crimson & Cream de Oklahoma que entre eles os já citados Lee Roy Selmon, Billy Sims, Steve Owen, Roy Williams, o QB dos Rams Sam Bradford e outros grandes jogadores como Billy Vessel, Marcus Dupree, Jammal Brown e vários outros ícones do futebol americano.




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[GREATEST GAMES + NCAA] Punt Bowl: O Pior Jogo de Todos os Tempos

Que paradoxal, não, leitor? Normalmente a gente trata aqui de grandes jogos. De histórias maravilhosas que se desenvolvem quando a garra aumenta e o fôlego caem. Quando o passe entra perfeito. Quando um touchdown é feito no último minuto.

Mas não é só disso que se trata o Futebol Americano. O gridiron trata também de paixão e de rivalidade. E, sem sobra de dúvidas, dentro de um campo marcado com jardas, nunca haverá uma rivalidade como entre a Universidade de Michigan (Michigan Wolverines) e a Universidade Estadual de Ohio (Ohio State Buckeyes).

Escrevo, neste momento, vestindo uma jersey de Michigan. Espero, ansioso, pelo Sugar Bowl. E, enquanto essa espera não termina, resolvi escrever aqui para vocês sobre o jogo mais folclórico entre minha Michigan e seu rival histórico.

Todo ano, para quem não sabe, a temporada regular de Michigan e Ohio State (ambas da conferência Big Ten) terminam com um encontro entre as duas, revezando o local da partida entre Columbus (Ohio Stadium) e Ann Arbor (Michigan Stadium, que até há pouco tempo sequer tinha iluminação noturna). Ambos os estádios comportam mais torcedores do que a grande maioria dos estádios da NFL. A chamada Big House, estádio dos Wolverines, comporta quase 110 mil pessoas.

Enfim, feito esse panorama - para você sentir a grandeza dessas duas equipes em Michigan (estado que tem o Detroit Lions como expoente na NFL - o que faz você imaginar como os Wolverines, programa de Football mais vitorioso dos EUA, é querido) e em Ohio (cujas duas equipes na NFL, Bengals e Browns, nunca deram tantas alegrias como os Buckeyes), falemos do jogo.

1950. O que estava em jogo? Uma vaga no Rose Bowl e o campeonato da conferência Big Ten. No ano anterior os Buckeyes representaram a Big Ten no Rose Bowl. E, à época, havia uma regra que impossibilitava que uma mesma equipe representasse a Big Ten por dois anos seguidos na partida em terras californianas.

Mas, enquanto na California estaria quente, em Columbus estava frio. -16 graus era a temperatura que os 80 mil torcedores acomodados em arquibancadas de ferro tinham que suportar. Além disso esses bravos torcedores tinham que suportar outra coisa: o péssimo jogo.

Além do frio a neve caia de montes. Montinhos de neve decoravam as sidelines e praticamente não conseguia-se ver as marcações de jardas. Não preciso dizer que mal dava para ver os jogadores, né? Sim, mal dava. A visão alcançava pouco mais de 10 jardas, o que fazia com que os passes fossem raros. Mais do que isso: corridas também eram.

As duas equipes acabaram por adotar uma estratégia bizarra: dar punts. Chutar de um lado para o outro o tempo todo. Combinadas, Michigan e Ohio State deram 45 punts naquela partida. E por que isso? Ora, a intenção é que na boca da endzone desse alguma besteira e ocorresse a pontuação por parte da defesa. Foi o que aconteceu. Um punt bloqueado de Michigan deu a chance - aproveitada - de Ohio marcar seus 3 únicos pontos na partida. Depois, um safety para Michigan. 3 a 2 - placar de soccer.

O final da partida, então: outro punt bloqueado - desta vez por Michigan. O punt foi retornado para touchdown e Michigan venceu a partida, a Big Ten e a chance de ir ao Rose Bowl. Histórico. Mágico. Coisas que só acontecem no maior jogo do College: Michigan e Ohio State.

Foi assim, então, que o pior jogo de todos os tempos, esportivamente falando, tornou-se o mais memorável da mais memorável rivalidade da NCAA.


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[GAMEDAY NCAA] Os Bowls da BCS (Orange, Fiesta, Rose, Sugar e BCS Champ)

Chegou a época mais feliz do ano. O fim da temporada regular da NFL está ai com tudo. E o fim da pós-temporada da NCAA também está chegando. Mas, pera aí, o que tem de feliz no fim do football por vários meses? Que é tempo de football ao vivo na TV durante uma semana quase que sem parar. É a nossa Copa do Mundo, quando ficamos todo dia em frente à TV assistindo o nosso esporte favorito. E isso tudo por causa dos BCS bowls que são transmitidos para o Brasil. 





Serão cinco jogos. No dia 2, o Rose Bowl Game Presented by Vizio e o Tostitos Fiesta Bowl. No dia 3, All State Sugar Bowl. O Discover Orange Bowl vem no dia 4. E o tão esperado All State BCS Championship Game no dia 9 de janeiro. O melhor da brincadeira é que todos eles serão transmitidos pela ESPN e não precisaremos recorrer para a boa vontade dos streams da internet. Antes de mais nada, se você não tem ideia de como a NCAA funciona ou como os times são escolhidos para jogar nos Bowls são escolhidos, leia estes artigos clicando AQUI.



Pois bem, acompanhe nosso preview, escolha uma faculdade para torcer. E aproveite, porque depois só ano que vem. 




Rose Bowl Game Presented by Vizio



Wisconsin e Oregon tem dois dos ataques mais poderosos da NCAA em 2011. Nenhuma vez nesta temporada os dois times marcaram menos do que 27 pontos - isso quer dizer que vai chover ponto em Pasadena. 



O destaque fica por conta dos running backs. Para Oregon, La Michael James correu mais de 1600 jardas e marcou 17 TDs. Em Wisconsin, Montee Ball passou das 1700 e correu para impressionantes 32 TDs, além de receber 6 passes para TD de R. Wilson. 

Apesar disso, Oregon é uma equipe que provou que cresce em momentos de decisão ao vencer Standford e USC nesta temporada. Por isso, dá Oregon. 


Tostitos Fiesta Bowl



Duelo de gigantes. Andrew Luck contra Brandon Weeden. Stanford Cardinal contra Oklahoma State Cowboys. Poderia ser o BCS Championship. Equipes com campanhas iguais 11-1. Enquanto os Cowboys comemoram a boa campanha, os Cardinals lamentam que Luck não os levou para a disputa do título nacional.


Ambas as equipes vem de uma boa temporada. Stanford a quarta colocada no BCS standing deixou escapar o título da conferência e a chance de disputar o título nacional ao perder para Oregon - por isso quer ganhar o Fiesta Bowl para recuperar a temporada. Oklahoma State foi campeão na concorrida Big12 e foi a 3th colocada no ranking nacional. A vaga no BCS escapou na derrota épica para Iowa na prorrogação. 


Recordes serão quebrados nesse jogo. Weeden, de 28 anos e ex-jogador de beisebol, passou para 34 TD e tem o melhor WR da NCAAf ao seu lado, Justin Blackmon. Já Luck, 2th colocado no Heisman, tem 35 TDs e o melhor TE da college, Coby Fleener. 


Dois ataques poderosos. Dois quarterbacks de primeira linha. Dois alvos excepcionais para os QBs. Jogo muito equilibrado e protagonizado pelos ataques. Será decidido nos pequenos detalhes, mas dá Cowboys por ter derrotado rivais melhores na temporada regular.



All State Sugar Bowl



Michigan, a equipe sensação da Big10 volta a um BCS bowl depois da disputa do Rose Bowl em 2007. Virginia Tech perdeu outra vez a final da ACC para Clemson, mas foi escolhida pelo BCS para o Sugar Bowl. 



O duelo neste confronto é das defesas. VT tem a 13th melhor do país cedendo 313,9 jardas por jogo. Enquanto Michigan, tem a 18th com 317,6 jardas por jogo. 

As duas escolas buscam vencer um bowl de primeira linha e colocar seu nome junto aos grandes programas - sobretudo Michigan, que quer voltar a esse patamar. Vencer um bowl deste tamanho é um atrativo para os futuros propects. A dupla Denard Robinson-Fitzgerald Toussain dá a vitória para Michigan e seu poderoso ataque terrestre. 


Discover Orange Bowl




Este é um dos jogos mais divertidos para se assistir. West Virginia e Clemson são rivais de longa data - mas não se enfrentam há 22 anos. 


As duas equipes tem média superior a 33 pontos e 440 jardas por jogo, isso quer dizer que esse jogo terá muitos pontos. 


É a primeira vez que Clemson chega a um BCS Bowl, nesta temporada eles também conquistaram a ACC após um jejum de 21 anos. Boyd é a chave da equipe para a conquista do título, o QB completou 274 passes para 31 TDs e 10 interceptações. E será ele que levará os Tigers para a conquista do Orange Bowl. Dá Clemson. 


All State BCS Championship Game




Desde 5 de novembro todos só pensam na revanche entre Alabama e LSU. Neste dia, LSU venceu por 9-6 na prorrogação. 
O pai de todos os bowls coloca frente a frente às duas melhores equipes de 2011. 


Trent Richardson levou Alabama para uma campanha de 11-1. E ele é a chave para a vitória. Ele corre muito, amigo. Não cai no primeiro tackle, chama atenção da defesa. Ele é muito bom. Mas para Crimson levar o título, tem que ser menos previsível. Não pode chamar corrida em todas jogadas. Além disso, o time deve evitar 3th descidas, McCarron não responde muito bem a pressão. 


LSU teve que correr atrás do placar em diversos momentos durante a temporada. Isso não é bom quando estamos em janeiro, com o time cansado de toda temporada. O time tem que começar cedo, jogar mais na cobertura na linha secundária. E fazer uma coisa simples, parar Trent. Porque o ataque continua a ser muito criativo nas chamadas, forçando Alabama a cobrir as laterais. Isso pode abrir espaço no meio. 


Final de campeonato não tem favorito. Vai ser decidido nos detalhes. Eles vão ouvir o professor no intervalo e melhorar na segunda etapa. E dá... dá... dá... Alabama. Mas não me mate, se acontecer o contrário.





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[NCAA] Como funcionam os Bowls da NCAA?

>> Por MD

>>Acabou a temporada do futebol universitário nos Estados Unidos, mas a torcida de grande parte das 131 equipes da primeira divisão ainda tinham algo em jogo na semana 15. Assim, os jogos de disputa do título da conferencia foram muito importantes e disputados até o último segundo - isso porque a temporada não se resume apenas a quem vai ser o campeão nacional, mas também aos bowls na pós-temporada que pipocam por todo país. 


A maioria destes bowls não tem importância significativa esportivamente, mas financeiramente esses bowls geram milhões em marketing e direito de transmissão e as universidades envolvidas ganham parte do dinheiro gerado no jogo. Isso faz de todos bowls um objetivo para aqueles que ficaram no quase (ou nem tanto) na disputa pelo direito de disputar o tão sonhado BCS National Championship Bowl. 


Estima-se que os bowls gerem 260 milhões de dólares para as faculdades anualmente e estima-se que na próxima década sejam gastos mais de 2,6 bilhões de dólares pelas as faculdades que participarem dos bowls.

Em um campeonato com mais de 100 equipes, como escolher quem terá a sorte de jogar a final nacional? A NCAA, propriamente dita, não se envolve e nem chega a declarar um campeão nacional como faz em outros esportes. O responsável por isso é a BCS (Bowl Championship Series) que desde 1998 coordena os 5 bowls principais através de seu ranking e automaticamente, acaba selecionando as equipes para os mais de 30 bowls menores que ocorrem. Que além do National é a responsável por organizar o Sugar, Fiesta, Rose, Orange Bowls. 


O ranking da BCS coloca emoção em jogo. Para ir ao BCS Championship Bowl a faculdade tem que ter uma campanha perfeita e ainda mais: tem que ter jogado contra equipes de divisões fortes. Não apenas vencer; tem que convencer. Uma derrota pode colocar em cheque toda a temporada e isso ocorre mais vezes do que muitas faculdades gostariam, super-times bem colocados no ranking e bem cotados no inicio da temporada, perdem para time que muitas vezes nem rankeados estão e jogam fora sua chance de brilhar no campeonato nacional. 


O rating é calculado baseado na seguinte formula: 

BCSavg=(hp/2825+up/1550+(c1+c2+c3+c4)/100)/3


Provavelmente isso não quer dizer muita coisa para você, então vamos as traduções:


BCSavg: é a media final que vai determinar a posição das equipes. O BCS rating é calculado a partir dos dados e colocações da faculdades em três frentes, duas delas humanas: Haris Pool e USA Today e uma fonte matemática: seis rankings pré-selecionados no começo da temporada. Os defensores deste ranking o defendem por envolver aspectos humanos e matemáticos, o que acaba contemplando no ranking várias nuances e deixando-o completo.



UP= Ranking do USA Today, jornal de circulação nacional nos EUA.

HP - Harris Interactive College Pool: ex-jogadores, ex-treinadores e jornalista fazem um ranking com o top25 e distribui os pontos. 25 pontos para o 1°, 24 para o 2° e assim sucessivamente. 


C: Computer rankings: são seis rankings de computadores, a maior e a menor notas são descartadas, que resultam em uma nota de 0 a 25 para a equipe, a primeira equipe recebe 25 pontos, a segunda 24 pontos e assim sucessivamente. Os rankings e seus sites são estes: 


o Jeff Sagarin: http://www.usatoday.com/sports/sagarin/fbt09.htm
o Anderson & Hester: http://andersonsports.com/football/ACF_frnk.html
o Richard Billingsley: http://www.cfrc.com/
o Colley Matrix: http://www.colleyrankings.com/
o Kenneth Massey: http://www.masseyratings.com/
o Dr. Peter Wolfe: http://prwolfe.bol.ucla.edu/cfootball/home.htm



Enfim, o rating é utilizado para compor o ranking nacional após a semana 15 e este por sua vez é o responsável por nomear as equipes para os bowls. Vamos usar a temporada 2011 como exemplo, aproveitando para explicar o ranking e os bowls mais interessantes para você assistir. No site da ESPN temos o resultado final da temporada e todos os bowls, vale a pena dar uma conferida. http://espn.go.com/college-football/standings


Para ir aos bowls o time não necessita apenas estar bem rankeado, a BCS impõe uma série de regras que coordenam a elegibilidade e quem vai ou não para seus bowls. Esses são os bowls principais da temporada, os que envolvem as melhores equipes e os que tem mais holofotes sobre eles. Para muitos, disputar um desses bowls é tão bom quanto disputar o campeonato nacional. 

Vamos às regras para elegibilidade que a BCS impõe para estes bowls:
1) As duas melhores equipes jogam o BCS National Championship Bowl. (#1 e #2)
2) As conferencias Atlantic Coast, Big East, Big Ten, Big 12, Pac-12 e Southeastern tem lugar automático nos bowls principais. Essa são consideradas as 6 principais conferencias e elas tem lugares garantidos nos bowls principais até 2013, quando a BCS vai analisar novamente as conferencias, para decidir se muda ou não essa classificação automática. 
3) As conferencias Conference USA, the Mid-American Conference, the Mountain West Conference, the Sun Belt Conference ou the Western Athletic Conference são consideradas conferencias menores e só tem uma vaga automática se: 
a. O time da conferencia estiver no top12 da BCS; ou
b. O time da conferencia estiver no tpo16 e o seu ranking final no ranking BCS for maior que o campeão de alguma conferencia citada no item 2.
4) Notre Dame que é uma universidade tradicional e sem conferência, tem vaga automática se ficar no top8; 
5) Se houver menos de 10 equipes classificadas automaticamente, qualquer equipe de uma subdivisão que seja de uma conferencia elegível para um bowl, desde que atenda dois requisitos:
a. Estejam no top14 no BCS Bowl; e 
b. Ter ganho pelo menos 9 jogos na temporada regular. 
A única restrição é a de que uma conferencia não pode ter mais que duas equipes disputando a pós temporada.


E chegamos, após esse explicação, aos bowls e todos eles serão transmitidos pela ESPN brasileira na primeira semana de janeiro:


• All State BCS Championship Game: Este ano, pela primeira vez, duas equipes da SEC se classificaram e disputam, em 9 de janeiro, o campeonato nacional são elas Alabama (11-1) que ficou em segundo lugar no ranking e LSU (13-0) que ficou em primeiro lugar e de quebra levou o título da divisão. LSU está invicta este ano, inclusive impôs a única derrota a Alabama, e a revanche não poderia ser em melhor data e local. No famoso Louisiana Super Dome, Alabama vai tentar se vingar, mas não vai ser fácil passar pela poderosa defesa da LSU. 


• Rose Bowl Game: BCS (Pac-12 champion) vs. BCS (Big Ten champion). O campeão da Pac-12, Oregon, que desbancou Stanford na única derrota de Luck na temporada, joga contra Wisconsin, vencedores da Big Ten. Dois ataques poderosos frente a frente, resulta em promessa de muitos pontos. Vale a pena assistir e ficar de olho nos running backs Montee Ball e LaMichael James.


• Tostitos Fiesta Bowl: BCS vs. BCS (Big 12 champion). O menino maravilha Luck e cia levam Stanford para o Fiesta, após a decepção de não jogar o BCS Championship deste ano, por ter ficado em 4° lugar no ranking BCS. Oklahoma State, campeã da forte conferencia Big12, liderada pela WR Justin Blackmoon, o melhor da temporada. Porém, o destaque deste jogo são os QBs, é bem possível que na próxima temporada você veja Luck e Weeden nos campos da NFL. 


• Discover Orange Bowl: BCS (At-large) vs. BCS (ACC Champion). West Virginia, campeã da Big East, garantiu vaga automaticamente e joga contra Clemson, campeã da ACC, que tradicionalmente joga o Orange Bowl. É a primeira vez desde 1981 que Clemson vai ao Orange Bowl e a expectativa é grande para ver o que os Tigers podem fazer, depois de vencer Virginia Tech e tirar a chance dos Hokies irem ao BCS. 


• All State Sugar Bowl: BCS (At-large) vs. BCS (SEC Champion). O campeão da SEC (LSU) foi para o BCS Championship e portanto, Virginia Tech entrou no seu lugar. E Michigan, entrou na vaga automática da Big10, por estar melhor rankeada na conferencia. As estrelas do jogo são Denard Robinson e David Wilson, eles podem fazer o jogo ficar divertido a qualquer momento. 


Além destes bowls principais a partir de 17 de dezembro, ocorrem bowls menores por todo EUA. É a oportunidade de assistir futebol americano todos os dias. Fique atento ao calendário.




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[NCAA] Guerra no Gridiron: Navy vs Army

>> Por MD

>> Como imaginar que as forças armadas podem ter times disputando ligas “profissionais”? Pois é, na NCAA a United States Military Academy e United States Naval Academy tem suas equipes em campo disputando a temporada regular como independentes, ou seja, eles não estão vinculados a nenhuma conferencia - mas disputam normalmente a temporada.

Mesmo sem muita tradição esportiva, essas duas equipes protagonizam uma das maiores rivalidades da NCAA e desde 1930, Army Black Knights e Navy Midshipmen disputam anualmente o Army-Navy. Um jogo que vale a Thompson Cup e ultrapassa as quatro linhas que delimitam o campo de batalha do football. O jogo encarna o espírito de rivalidade latente entre as Forças Armadas Americanas. A rivalidade é tão grande que até a escolha do local do jogo é alvo de disputa, portanto, ele é tradicionalmente disputado na Filadélfia, um local que é equidistante as duas academias.

Hoje o jogo perdeu grande parte de sua capacidade esportiva devido a vários fatores, os dois maiores dele, talvez, seja o fato de o nível da NCAA melhorou muito nos últimos 30 ou 40 anos, isso em boa parte alimentado pelo interesse dos jogadores de escolher uma faculdade que o capacite exclusivamente a jogar na NFL. Mas as duas academias também tem sua parte nessa situação, pois elas passaram a exigir mais dos garotos para serem admitidos em seus programas acadêmicos, além dos limites de altura e peso impostos, o que impõe problemas em várias posições do jogo. 


Isso é verificado no fato que desde 1963 o confronto só viu as duas equipes em campo com temporadas vencedoras em 1996 e 2010. A Marinha, porém, tem um histórico melhor, de 2003 a 2010 foi a um bowl na pós-temporada, o que significa que teve temporadas vencedoras. Mas não foi sempre assim, o passado desse confronto é grandioso com muitos jogos decidindo importantes lugares no campeonato nacional. O Exercito foi a um bowl em 2010, mas não tem muitas temporadas vitoriosas em sua história. O jogo foi disputado 112 vezes, sendo 56 vitórias para Navy, 49 para o Exercito e 7 empates. 


Para a grande maioria destes jogadores o fato de o jogo ser televisionado todo ano representa a chance de brilhar em rede nacional, já que eles dificilmente seguirão a carreira profissional no football, devido a compromissos com as forças armadas após a formatura. Isso faz dos atletas, pessoas apaixonadas pelo jogo e sem nenhum interesse maior que defender sua faculdade, se divertir junto com seus amigos e manter a lembrança de seus companheiros que estão servindo os EUA pelo mundo. O jogo é ainda mais especial para os “first classmen”, pois esse será o ultimo jogo competitivo que disputarão em sua carreira.


No final do jogo um ritual é seguido há muito tempo. É entoado o hino das duas academias, primeiro o da escolha perdedora e logo após, o da vencedora. As duas equipes ficam lado a lado e a vencedora fica virada para a escolha perdedora demonstrando o respeito mútuo e a solidariedade entre as duas escolhas. 


Pouquíssimos jogadores destas duas universidades chegaram a NFL, os destaques são: Roger Staubach (Navy, 1965) que jogou pelo Dallas Cowboys, sendo inclusive MVP do SuperBowl VI e integrante do hall da fama. O WR Phil McConkey (Navy, 1979) jogou nos Giants e foi campeão do SuperBowl XXI. Além destes, Napoleon McCallum (Navy, 1985) jogou nos Los Angeles Raiders, enquanto ainda servia na Marinha acumulando as duas funções até se formar. 


A rivalidade Army-Navy é intensa assim como a história e o peso das duas academias, o jogo que desde 2008 é disputado no segundo sábado de dezembro e é uma atração da temporada da NCAA.




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[NCAA] E o Heisman vai para.... RG3?!

>> Por MD

>>Não acompanhei o prêmio ao vivo e quando fui olhar o resultado, tomei um susto. Não que seja desmerecido, mas todos na pré-temporada esperavam que Luck fosse o vencedor ou até mesmo Trent Richardson. Ai você se pergunta: o que aconteceu? Aconteceu que Griffin III é muito bom. Simples como isso. Teve uma temporada espetacular e desbancou a estrela Andrew Luck, isso comprova que a class do draft 2012 tem mais de um bom QB. 




Se alguém no começo da temporada falasse que Griffin venceria o Heisman, seria encarado, no mínimo, com desprezo. RG3 é uma estrela em um time marginal, que nesta temporada fez milagres ao liderar Baylor para uma campanha de 9-3, vitórias que além de levar Baylor para o 12° no BCS Standings, não aconteciam há 25 anos. Agora Baylor é conhecida nacionalmente e isso é, com certeza, trabalho de Griffin, que levantou um programa sem tradição e o liderou em vitórias importantes como a primeira da história dos Bears contra Oklahoma e uma campanha de 4-0 contra rivais importantes como os Sooners, Texas Tech e Texas. 

Mais do que isso, ele foi capaz de ter excelentes números pessoais, quebrando recorde de eficiência em uma temporada, com um rating de 192,3. Esse rating é entendido quando se leva em consideração que foram 3998 jardas em 267 passes completos (foram 369 passes tentados) e uma porcentagem de acerto de 72,4% para 36 TD’s. Ele assombrou os especialistas quando terminou o primeiro mês de competição com mais passes para TD que passes incompletos. 

Correndo, Griffin, foi à semi-final olimpica nos 400m com barreiras, marcou 644 jardas em 161 tentativas para 9 TD’s. O momento mágico aconteceu em uma terceira descida decisiva contra TCU, quando RG3 atacou de WR e recebeu um passe de 15 jardas que foi crucial para a vitória de sua equipe por 50-48.

O simples fato de Griffin estar em Baylor é um daqueles acasos que o lado prejudicado nunca vai se esquecer. Ele foi parar no Texas, porque, Art Briles, o treinador que o havia recrutado foi demitido de Houston e assinou com Baylor Bears.   Fiel ao treinador, foi para a nova universidade, depositando confiança no trabalho deste.

Mesmo sabendo que o desafio seria bem domaior e o trabalho extremamente mais árduo, a dupla Griffin-Brilles confiou desde o principio na capacidade que ambos tinham para levar o programa adiante. O coach apostou em Griffin como poucos fariam - devido ao seu porte muitos o mudariam para safety ou wide receiver, mas Brilles não. Ele ensinou Griffin a ser um jogador de NFL e o mesmo correspondeu totalmente dentro de campo na NCAA dando os resultados ao seu treinador. Griffin tem muito trabalho na revolução do programa, mas não o teria feito sem Briles. Os dois levaram Baylor ao primeiro bowl desde 1994 no ano passado e este ano repetiram o feito, o Heisman foi a cereja no topo do bolo na última temporada de Griffin no college.
 
“Se a NFL vem bater a sua porta, tenho certeza que você estará respondendo na porta”. Griffin disse isso e também disse que não escolheu se vai pra NFL ou não na próxima temporada. Formado em Ciencias Politicas com mestrado com conclusão prevista para a próxima primavera, ele ainda pretende se formar em Direito em Baylor. O Ensino Superior nos Estados Unidos funciona de maneira diferente. Para se formar na Faculdade de Direito de uma dada universidade o aluno tem que passar 4 anos na undergraduation (Ciências Políticas, História e etc) e mais três em Direito em si (Graduation).

Essa, talvez, seja a dúvida que paira sobre a cabeça dele, mas depois do Heisman, ele pode ter certeza que rejeitar a NFL agora será um até logo, pois em 2013 ela voltará a bater em sua porta.



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[NCAA] Heisman Trophy 101

>> Por CG


Com certeza você já ouviu falar no "Heisman". Aproveitando que se trata de um tema universitário, adicionei 101 no nome do texto (que é o código de "Teoria Geral" nas disciplinas das faculs americanas).


Em qualquer liga esportiva existem prêmios para os melhores jogadores . No college football não seria diferente. Muitos troféus são dados nessa categoria, como o Walter Camp Award e o Maxwell Award, porém, nenhum deles é tão cobiçado e tão respeitado quanto o Heisman Trophy. 


Com nome oriundo do ex homem de linha ofensiva e Head Coach de tradicionais escolas como Auburn, Clemson e Georgia Tech, John William Heisman tem seu nome fincado na história dos esportes americanos por ser um dos poucos treinadores com êxito na tríade esportiva colegial, angariando vitórias no football, baseball and basketball.


O jogador que obtém esse prêmio, indiretamente, dá um renome maior para a sua universidade. Com 7 prêmios cada, Ohio State, ( que teve o único bicampeão do troféu em 74 e 75, com o RB Archie Griffin), Notre Dame e USC vinham empatadas na liderança, entretanto, USC caiu na disputa devido ao caso Reggie Bush ( que conseguiu a vitória mais unânime da história do Heismann Trophy com 2.541 votos ), que teve seu prêmio caçado por quebra de regras colegiais. 


Com 11,3 kg e 34,3 cm, o tradicional prêmio moldado a bronze é dado desde 1935 antes da série de Bowls começar, tendo uma eleição entre membros e comentaristas para decidir o vencedor, e tende sempre premiar jogadores ofensivos e experientes, principalmente quarterbacks e running backs. Entretanto, de tempos para cá, essa história vem mudando.


Em 1997, o até então cornerback de Michigan Charles Woodson foi o primeiro e até hoje unico defensor a vencer o prêmio, tendo uma temporada fantástica como retornador de kickoffs, recebendo snaps como wide receiver e um ótimo trabalho na secundária. Woodson é considerado um dos jogadores mais completos da história do futebol universário.


Já em 2007, o quarterback de Florida Tim Tebow quebrou mais uma marca, sendo o primeiro sophomore ( segundo anista ) a conquistar o prêmio. Depois dele, Sam Bradford ( QB – Oklahoma ), Mark Ingram ( RB – Alabama ) e Cam Newton ( QB – Auburn ) .


Atualmente, a disputa para o prêmio dessa temporada esquentou com o final da temporada. O QB de Stanford Andrew Luck parecia que teria uma vitória unânime, entretanto, na reta final, o RB de Alabama Trent Richardson aproximou nas parciais e pode conseguir o título graças a possibilidade dos Crimson Tides chegarem ao BCS. Por fora, correm o trojan Matt Barkley, que pode repetir seu parceiro de USC Matt Leinart, que ganhou o prêmio e preferiu se manter na faculdade e Robert Griffin III, que vem tendo uma temporada fantástica, com dois upsets históricos para Baylor, vencendo Penn State e Oklahoma na ultima jogada. 


Agora, é esperar para ver quem vencerá nessa temporada, tendo a certeza que a vitória não diz nada sobre o que será o jogador na liga profissional.



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[NCAA] Andrew Luck/Dan Marino - Manning/Bradshaw

>> Por MD 

>>O campeonato universitário de futebol da NCAA é tão importante nos Estados Unidos que alguns jogadores viram notícia na NFL antes de se tornarem jogadores profissionais. Alguns deles, como o mítico RB dos Sooners Marcus Dupree ou o QB Ryan Leaf, a segunda escolha do draft de 1998, ficaram no quase e nunca se transformaram na lenda que prometiam ser nos tempos do College Football. Outros passaram despercebidos pelos olheiros da NFL e se tornam notícia só depois que a “bola rola”, como o exaustivo exemplo de Tom Brady, que foi apenas a escolha de número 199 do draft de 2000 e se transformou em um dos maiores QB da história - com três anéis do SuperBowl nos últimos dez anos. 

A Draft Class de 2012 promete e aponta como salvação para muitas equipes em crise com seus QB. Até os Colts que vinham muito bem, obrigado, com o Manning mais velho, olham com outros olhos para Luck. E é dele que vamos falar agora, o menino de ouro de Stanford a cada dia que passa é mais realidade nos campos profissionais. Falemos do Prospect mais falado desde o próprio Manning nesta edição de [NCAA].

Para começar vamos falar da sorte de nosso querido Luckyboy. Ele poderia ir pra NFL em 2011 - mas rejeitou. Disse que queria terminar seus estudos, mas na verdade, foi conveniente rejeitar a NFL e não ir parar em Carolina. Esperar 2012, 2013 talvez seria a escolha natural de quem tem a certeza que a NFL o espera e não o contrário. Mas Manning se machucou antes do começo da temporada 2011 e possivelmente a primeira escolha do draft 2012 será dos Colts. Luck é apontado há alguns anos como a primeira escolha do draft 2012. Some um mais um e as chances de Luck ir para os Colts são muito grandes. Grandes o suficiente, para que se cogite que os Colts estão dispostos a trocar P. Manning e não deixar Luck na reserva por 3 ou 4 anos, enquanto o grande ídolo de Indianapolis não se aposenta. Loucura completa? Nem tanto. Vou contar uma história para vocês.

Em 1983 a equipe do Pittsburgh Steelers ficava cada vez mais distante daquela dinastia que foi nos anos 1970. Browns e Bengals começavam a dominar a divisão Central (hoje extinta) da AFC. E por que isso? Ora, o Steelers era um time velho, cansado - da mesma forma que caminha para ser hoje. E no Draft, com a vigésima primeira escolha, disponível estava Dan Marino. 

Calma, tem mais. Marino jogou sabe em qual universidade? Aaah, duvido você adivinhar. Joga no Google aí. Tomou um susto? Sim, na Universidade de Pittsburgh. Aí você pensa: cacete, como o Steelers deixou Marino passar e ele foi parar no Dolphins? Simples: under center na equipe preta e dourada estava o tetracampeão Terry Bradshaw. O que fazer? Deixa Marino para lá, continuemos com nosso (decadente) ídolo. Resultado dessa brincadeira? No ano seguinte o Dolphins de Marino chegou ao Super Bowl. O Steelers de Bradshaw demoraram 21 anos para voltar a brilhar, vendo o Browns dominar os anos 80 e seguidas derrotas nos anos 90 no AFCCG. Ainda soa absurdo draftar Luck?
À época do draft de 1983, Terry tinha 34 anos 

Quanto a Luck... bem, o garoto parece ter muita sorte, mas também tem talento de sobra. 

Andrew tem uma boa estatura - mas também é bastante móvel no pocket e quando precisa resolver com as pernas. Outrossim, Luck é rápido para um quarterback. Depois do snap, parece ter o pocket em suas mãos, tamanho controle do jogo que possui. Sempre equilibrado é capaz de lançar a bola suavemente nas falhas da defesa ou correr se o campo não estiver muito congestionado a sua frente. Além disso é muito bom em movimento devido a sua força e sua visão de jogo. Por fim, tem facilidade em se livrar da defesa sem se chocar com seus adversários e abrir o campo a sua frente. 

Luck tem uma bomba no braço direito e combinado com uma precisão milimétrica faz dele um jogador extremamente perigoso quando sua OL o protege e lhe dá um tempo a mais para encontrar alvos. Equilibrado no pocket procura alvos na parte externa do campo, onde os receptores são superiores a defesa e podem ganhar jardas adicionais após receber o passe.

No seu segundo ano em Stanford, Luck já tinha a liberdade de chamar “audibles” na linha de “scrimmage”. Isso só fez aperfeiçoar um talento que parece ser inato a Luck, o de ler a defesa adversária com extrema facilidade. Isso faz de Luck um grande jogador e talvez um jogador pronto para estrear na NFL desde o primeiro momento da temporada 2012.
Falta alguma coisa dizer alguma coisa sobre esse jogador completo? Ah sim, ele é vencedor. Tem uma carreira de 5-1 contra time do top25 nacional e leva Stanford ao menos para um grande bowl esse ano. Além disso, é um bom garoto. Altamente inteligente, foi orador da sua turma em Stanford High e é um bom aluno no curso de arquitetura na faculdade.
Apontado como melhor prospect desde Peyton Manning em 1998, Luck vem se destacando em 2011 com 70,3% dos passes completados para quase 3000 mil jardas e 31 TDS. Sendo um dos favoritos a conquista do ao Troféu Heisman, porém, ao que parece, não será esse ano que Stanford disputará o BCS Championship Bowl já que a equipe perdeu para o rival de divisão Oregon por 53-30, em um jogo que Luck saiu lesionado logo no começo e mesmo voltando não conseguiu levar sua equipe a vitória. 

Provavelmente o que restou para essa temporada foi o Fiesta Bowl, sendo que Luck já tem um anel do Orange. É o bastante para ele? Hoje devem pairar milhões de dúvidas na cabeça de Luck: ele nunca escondeu o desejo de levar Stanford para o título nacional, façanha que esse ano a equipe foi incapaz de conseguir. Por outro lado, Andrew tem a oportunidade de ingressar em uma equipe pronta para o Super Bowl em 2012. O garoto tem um decisão difícil ficar em Stanford mais uma temporada e lutar pelo BCS em 2012 pela faculdade que ele ama. Ou dar o passo adiante, e ir para NFL e possivelmente para os Colts, fazer história? 
Indianapolis arriscará para não cometer o erro do Steelers? Não é insano assim pensar nessa hipótese. Luck tem um seguro-anti-bust incrível. Não dá para deixar esse moleque passar. Além disso o Colts teria numa possível negociação, várias Draft Picks em troca de Manning (que à época do Draft terá 36 anos) - tá chovendo time sem QB na liga. Outrossim, Montana, "decadente" e "velho" já foi preterido pelo jovem Young. E isso deu um gás de mais 7 anos na Dinastia do 49ers. Se formos pensar a longo prazo é, sim, a melhor decisão a ser feita. Com isso o Colts formaria uma potência que dificilmente seria vencida em alguns anos. Mais do que já formara com Manning.

São cenas dos próximos cápitulos, que teremos o prazer de assistir.



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[NCAA] O Draft e Bonani: um jogador brasileiro na NFL?



>> Por HB

A cada dia a NFL vem ganhando mais fãs no Brasil. A popularidade (não só da liga, mas do futebol americano em si) do vem aumentando exponencialmente. Mas você já percebeu que não há nenhum brasileiro na liga, certo? De qualquer forma, isso pode acabar ano que vem com um jogador que promete honrar o país.

Maikon Bonani nasceu em São Paulo, em 29 de janeiro de 1989. Com 11 anos, mudou-se com seus pais para os Estados Unidos, em consequência da transferência do emprego de seu pai. Tem um irmão chamado Marcelo, que está na High School seguindo os passos de Maikon para se tentar se tornar jogador da NFL.

Maikon não tinha talento apenas para o futebol americano: ele jogava tênis e futebol também (muito bem, diga-se de passagem), mas acabou optando pelo esporte da bola oval. Começou a jogar futebol americano pela Lake Wales High School e por lá foi um dos principais kickers da liga, tendo bons números como junior e senior. Seu chute mais longo na High School foi de 55 jardas e foi nomeado em 2007 como o atleta masculino do ano. Após a High School, optou por jogar na University of South Florida Bulls.


Em seu primeiro ano jogando pela universidade não foi mal - mas também não foi um super kicker (mas teve bons números para um calouro): acertou 15 de 21 field goals tentados. Desses 21, 13 foram antes da linha das 40 jardas, sendo que Bonani acertou 12. Tentou oito depois da linha de 40 jardas e acertou apenas três. Mas um field goal foi especial: o que deu a vitória contra Kansas nos últimos segundos. A temporada de 2009 prometia para o garoto.

Mas ai veio a lesão mais grave de sua carreira: ele estava trabalhando no parque temático Busch Gardens e caiu de um teleférico. 11 metros de queda livre e carreira ameaçada. Ele não conseguiu fechar a porta da “gôndola” que carregava duas moças. Preocupado com a segurança das moças, ele ficou pendurado no teleférico, que começou a subir. Ele estava longe da plataforma onde as pessoas embarcavam e a gôndola estava subindo, então ele resolveu se jogar de lá para evitar uma queda maior. O resultado foi uma vértebra quebrada e MUITA fisioterapia. Mas ele não sofreu danos maiores e perdeu apenas a temporada de 2009.

Em 2010, Bonani jogou todos os 13 jogos de sua universidade, conseguindo um aproveitamento melhor: 81% dos field goals feitos, sendo quatro deles de + de 40 jardas (o mais longo de 47 jardas). Aparentava estar curado da lesão e seu nível ia subindo bem.

Em 2011, até agora, jogou em apenas cinco jogos, acertando 8 de 11 field goals, sendo o mais longo de 49 jardas. Sua equipe não deve chegar a nenhum bowl esse ano, mas mesmo assim Maikon vem se destacando. 2011 é seu último ano na NCAA, e ele espera ser draftado por uma boa equipe. Entretanto, temos alguns problemas.

O primeiro deles é que para um kicker ser draftado ele tem que ter números absurdos no College. Além disso, a South Florida Bulls é uma universidade de pouco destaque no cenário norte-americano. Isso faz com que as chances seja ainda mais diminutas. Para completar Maikon infelizmente jogou poucos jogos como senior.

The Concussion, com pesar, aposta que Bonani não será draftado caso torne-se elegível. Mas o Draft é uma loteria, né? Quem sabe o Raiders chama ele?



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