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[GREATEST GAMES] 1990 NFC Championship: Giants @ 49ers

Nobres leitores, o tema desta vez é a NFC championship de 1990. A batalha foi protagonizada por New York Giants e San Francisco 49ers, por coincidência as mesmas equipes que nesta temporada de 2011 disputam o título de campeã de conferência. Antes de qualquer coisa, vamos dar um panorama geral do que foi a temporada de 1990 e como estas equipes chegaram até as finais.

A temporada de 1990 já começou marcada por mudanças na arbitragem. Mudanças que aceleraram o jogo foram implementadas. As equipes aderiram as regras sem maiores problemas ou polêmicas.



Na temporada regular a melhor equipe foi o San Francisco 49ers, com 14 vitórias e 2 derrotas. Porém, os Niners foram seguidos de perto por Giants e Bills, ambos com 13 vitórias. Num geral, a temporada foi boa para as equipes da AFC, que tinha melhores equipes que as da NFC. Foram a post season daquela temporada de 1990: Buffalo Bills, Miami Dolphins, Cincinnati Bengals, Houston Oilers, Los Angeles Raiders, Kansas City Chiefs, New York Giants, Philadelphia Eagles, Washington Redskins, Chicago Bears, San Francisco 49ers e New Orleans Saints. Claro, algumas destas equipes, como vocês já devem ter notado mudaram de local ou de nome.

Ainda na regular season, o ano foi de destaque para alguns jogadores: Joe Montana, Dan Marino, John Elway e Warren Moon conseguiram ultrapassar as 3500 jardas aéreas. Sim, leitores todos estes mitos jogaram numa mesma temporada e infelizmente não estávamos vivos para acompanhar. No jogo corrido o destaque foi Barry Sanders e Thurman Thomas, ambos passando das 1250 jardas terrestres. Randall Cunningham também merece destaque, pois mesmo sendo QB, foi o 9º melhor corredor da liga. Recebendo os destaques foram Jerry Rice e Henry Ellard. Defendendo, vários outros nomes famosos como Derrick Thomas, Joey Browner e Wes Hopkins tiveram um ótimo ano.


Sem mais delongas, vamos aos playoffs. Não tivemos surpresas na rodada do wild card, os favoritos venceram. Com destaque para os Chiefs, que mesmo derrotado não saíram de cabeça baixa, pois perderam por uma diferença de apenas 1 ponto e passaram pra quase 300 jardas aéreas na partida. Passada esta fase, os confrontos se afunilaram de tal forma que as finais de conferência foram: Buffalo Bills X Los Angeles Raiders e N. Y. Giants X 49ers. Chegamos então ao ponto que nos interessa. Os 3 favoritos chegaram longe e dois deles se encontraram na decisão de conferência. Vamos então, dar uma olhada nos rosters de 49ers e Giants que é o nosso foco por hoje. 


Pelo lado dos Blues os destaques são Phill Simms, que apesar de não ser uma estrela, também não comprometia. Como nos tempos atuais, os Giants não tinham destaques correndo. E recebendo, o tight end Mark Bavaro foi o principal nome. Na defesa, o grande Lawrence Taylor rouba todas as atenções. Pepper Johnson também fez boa temporada! Já pelo lado dos Niners tínhamos o lendário Joe Montana lançando e alcançando 3944 jardas. E o principal alvo de Montana era Jerry Rice. Brent Jones também foi fantástico. Charles Haley e Kevin Fagan foram os destaques na hora de defender.
Obviamente, pelos nomes aqui expostos, é de se imaginar que o favoritismo estava do lado de San Francisco. Aliás, outra semelhança, os Giants assim como nos dia de hoje eram os azarões. A história dos Blues está repleta de campanhas vitoriosas assim, vide 2007.


Vamos então ao jogo, que aconteceu no Candlestick Park e teve quase 67000 pessoas assistindo ao vivo. E o jogo começou muito mais equilibrado do que se imaginava, nenhum touchdown nos dois primeiros quartos. As defesas imperaram e bloquearam os avanços do ataque. Porém, meus amigos, a figura de Joe Montana não iria passar em branco neste jogo... No terceiro quarto Joe lançou um TD de 61 jardas para John Taylor. Parecia o fim para os Giants! Porém, não houve desespero por parte da equipe de NY que continuou equilibrada. E a história deste confronto poderia ser diferente se Montana não tivesse sofrido um sack explosivo de Leonard Marshall que o deixou meia bomba para o restante do jogo.


O jogo estava acirrado e o placar marcava 13 a 9 para Sanfran. A posse era dos Giants que numa 3rd and 1 não conseguiu a descida. E a bola voltaria para os Niners... Se não fosse um fake punt! A jogada engraçadinha cedeu muitas jardas aos Giants que com Gary Reason chegou numa boa posição para o FG. E o FG ocorreu e os Blues encostaram no placar.


Com 13 a 12 a tensão era total. Mas a posse era dos 49ers! Que avançaram muito bem até que o RB Roger Craig sofreu um fumble, forçado e recuperado por Lawrence Taylor. Era tudo que a nação azul precisava! O time avançou até a linha de 25 jardas e lá converteu outro FG. A vitória estava selada e os Blues estavam nos playoffs sem nem mesmo fazer um TD! Os destaques da partida foram Montana e Taylor, sem a menor dúvida.


Bom, o que vem a diante o torcedor dos Giants sabe de cor. Imagino que os torcedores dos Bills também lembrem, com muito pesar é claro. Mas o que fica de lição é: Na NFL jamais menospreze qualquer time que tenha chego aos playoffs. Playoff é outro campeonato! Esta semana vimos exemplos, como Broncos, Texans ou o próprio Giants. Agora é aguardar e presenciar a história: Vamos ter a vingança dos Niners ou os Giants irão adquirir um freguês em playoffs?




>> Por RM


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[GREATEST GAMES] Smith to Davis: The Catch III


Assim como o Lambeau Field, estádio do Green Bay Packers, o Candlestick Park, casa do San Francisco 49ers é um lugar com muita história. Esse estádio - com formato estranho devido ao fato do San Francisco Giants, time da MLB, ter usado o palco até 2000, já explodiu de alegria com três recepções que entraram para a história da liga. As três favoráveis ao time de vermelho e dourado. The Catch I, II e no sábado, The Catch III. The Catch I você já viu aqui. The Catch II hoje a tarde. Chegou a hora de terminar a trilogia.

Clima bom em SanFran na tarde de sábado. Sol, estádio lotado e expectativa de vitória dos Niners, mesmo sendo uma “zebra” no duelo contra o poderoso ataque dos Saints, liderados por Drew Brees. A torcida do time mais vencedor da década de 80 estava eufórica.



Os 49ers conseguiram uma grande temporada regular, com um recorde de 13-3 e terminaram em segundo na NFC, atrás apenas do time de Green Bay, com 15-1. Venceram no caminho para a pós-temporada os Seahawks 2x, Bengals, Eagles, Buccaneers, Lions, Browns, Redskins, Giants, Cardinals Rams 2x e Steelers. Foram derrotados pelos Cardinals, Cowboys e Baltimore. 

Os Saints conseguiram uma vaga de wild-card após vencerem a NFC South com um recorde de 13x3 também. Derrotaram os Falcons 2x, Panthers 2x, Buccaneers, Bears, Texans, Jaguars, Colts, Giants, Lions, Titans e Vikings. No wild-card game, vitória em cima dos Lions, 45x28. O ataque comandado pelo excepcional Drew Brees, que quebrou o recorde de jardas aéreas de um quarterback em uma temporada, que era de Dan Marino, com 5,069. Brees foi tão fantástico que pulverizou o recorde e conseguiu 5,476 jardas. 

Chegou a hora do jogo. De um lado, a forte defesa dos Niners, líder da NFL e em casa, apenas 10 pontos cedidos por jogo de média. Do outro, Drew Brees e o fantástico ataque de New Orleans, destruidor de recordes. 

A partida começou quente. Brees comandou uma boa campanha logo no começo, e os Saints já batiam na porta da endzone adversária. Contudo, após um passe curto, o RB Pierre Thomas recebeu um fortíssimo (e legal) tackle do Safety Donte Whitner, a duas jardas de anotar o touchdown. O tackle foi tão forte, que o jogador desmaiou e sofreu o fumble. Patrick Willis recuperou para os Niners e o placar seguiu intacto. 

Os Niners começaram com as costas na parede, avançaram com boas jogadas, mas não chegaram nem a metade do campo. Chutaram um punt e os Saints viriam para cima de novo. 

Eis que a defesa fortíssima do time de SanFran apareceu novamente. Aldon Smith, calouro que conseguiu 14 sacks na temporada regular, alcançou o calcanhar do camisa 9 de Nova Orleans e derrubou–o. Os Niners receberam a bola numa excelente posição de campo, e Alex Smith encontrou Vernon Davis, que conseguiu escapar de um tackle e avançou 49 jardas para abrir o placar do Candlestick Park. 7x0 49ers. 

Para melhorar as coisas, na campanha seguinte, Drew Brees foi pressionado e forçou um passe no meio. Goldson, muito bem posicionado, conseguiu a interceptação e retornou para a linha de 3 jardas. Alex Smith não perdoou, e acertou um bom passe para Michael Crabtree, touchdown. 14x0 49ers e fim do primeiro quarto.

Não pense você que os turnovers por parte dos Saints acabaram. No retorno do Kickoff, fumble! Bola recuperada pela equipe da costa oeste dos Estados Unidos. Mesmo sem conseguir transformar o terceiro turnover dos Saints em TD, a equipe de San Francisco se contentou com um FG. 17x0 no começo do segundo quarto. Nem o mais otimista torcedor dos Niners imaginava um começo de jogo melhor que esse. 

Contudo, quem tem Brees, sempre tem esperanças. Com 9:30 restando no cronômetro, Brees encontrou o TE Jimmy Graham na endzone, touchdown Saints. 17x7 e o time de Nova Orleans acordara. 

E após uma campanha onde a defesa dos Saints se mostrou muito agressiva, mandando blitz de todos os lados, os Niners nada conseguiram. A bola voltaria para o time da cidade do Jazz. Que não perdoou. Drew Brees, num passe magnífico, encontrou Marques Colston que correu para a endzone e colocou fogo no jogo. 17x14 49ers no intervalo.

O terceiro quarto começou e tínhamos a esperança de que o nível de emoção iria ser mantido. Mas não foi. Darren Sproles sofreu um fumble, recuperado pelos Niners, que aproveitaram e chutaram um FG. 20x14. Foi a única pontuação do período. 

Todavia, o que faltou em emoção no terceiro quarto, sobrou nos 5 minutos finais do último período. 

No início, os Saints anotaram um FG para deixar o placar bem apertado, 20x17. SanFran respondeu com outro “gol de campo”, deixando a diferença novamente em 6 pontos. 23x17. 

Era a hora de Brees aparecer. E o camisa nove não decepcionou. Acertou um passe para Darren Sproles, que cortou dois adversários, contou com um ótimo bloqueio de Jimmy Graham e avançou para a endzone, touchdown e virada dos Saints. 24x23.

Alex Smith tinha que justificar a primeira escolha do Draft de 2005. E ele correspondeu às expectativas. Comandou um bom drive, que teve como ápice o passe fabuloso do camisa 11 para o TE Vernon Davis, que foi o grande jogador da partida. Após isso, os Niners estavam na redzone e em claras condições de anotar o FG e passar a frente do placar. 

Entretanto, Jim Harbaugh, o excelente HC de San Francisco, queria mais. Depois de recuar cinco jardas em um falta boba, o 49ers tinha uma terceira descida difícil de converter. Tinham que surpreender de alguma forma. E fizeram isso. Alex Smith correu sozinho para avançar as jardas necessárias ao First Down e mais ainda, foi para a endzone. Touchdown Niners, que passaram a frente do placar com 2:11 restantes. A conversão de dois pontos não foi bem sucedida, mas quem se importava? O Candlestick Park explodiu!

Todos nós sabíamos que atravessar o campo, com 2:11 restantes e dois tempos para pedir era difícil, mas não impossível. Ainda mais para quem tem Brees como QB. 

E ele mostrou que realmente era possível. Após um passe incompleto, Brees conectou um passe para o TE Jimmy Graham, que fugiu da marcação e correu para anotar o touchdown. Incrível! Os Saints retomaram a liderança com 1:37 para o final! 32x29 com a conversão de dois pontos. Uma ducha de água fria para a torcida que lotara o estádio. 

Alex Smith tinha mais uma chance de dar a vaga para o NFC Championship Game aos Niners. E ele acertou o TE Vernon Davis de novo, que correu para fora do gramado. Os Niners já tinham a possibilidade de empatar. O cronômetro marcava 20 segundos. Um passe completo para poucas jardas e Smith fez o “spike” para parar o relógio. Os Niners tinham mais uma jogada antes de chutar o FG para levar a partida à prorrogação. 

Foi aí que Alex Smith encontrou, em um passe maravilhoso, novamente Vernon Davis, que segurou firmemente a bola e deu a vitória aos Niners. Que jogo! A história estava sendo escrita ali, mais uma vez! Brilhava a estrela de Smith e de Vernon Davis, assim como brilhou a de Montana e Clark em 1981, Young e Owens em 1999. 

The Catch III, mais um jogo inesquecível para os fãs de futebol americano.



>> Por BS


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[GREATEST GAMES] The Catch II

The Concussion continua a série GREATEST GAMES com um jogo de Wild Card entre San Francisco 49ers e Green Bay Packers, em janeiro de 1999, temporada de ’98. Jogo esse que ficou conhecido The Catch II. Para conhecer a história do “The Catch I”, clique aqui.

Vamos agora apresentar as equipes. Primeiro, os donos da casa naquele jogo - os 49ers, que vieram de um recorde de 12-4 na temporada regular, atrás apenas dos “Dirty Birds” Falcons na NFC. Liderados pelo QB Steve Young, os Niners venceram no caminho aos playoffs Jets, Redskins, Falcons, Saints 2x, Rams 2x, Panthers 2x, Giants, Lions e Colts. Perderam para os mesmos Falcons, Bills, Packers e Patriots. 

Os Packers conseguiram uma campanha de 11-5 na temporada regular e ficaram atrás dos Vikings na NFC, com um histórico 15-1. Obtiveram vitórias sobre os supracitados 49ers, Bears 2x, Oilers (atual Titans), Eagles, Ravens, Giants, Panthers, Bengals, Lions e Buccaneers. Perderam seus jogos para Vikings 2x, Lions, Buccaneers e Steelers.

Dada as campanhas das duas equipes na regular season,vamos ao jogo. 

O Candlestick Park estava fervendo. O jogo tinha um tempero especial: Os Packers eliminaram os 49ers nos últimos três confrontos na post-season: 27x17, 35x14, ambos no Divisional e 23x10, na final da NFC. Ganhar aquele jogo era questão de honra para o time de SanFran.

O jogo começou quente. De cada lado, dois QB’s de Hall da Fama – embora Favre ainda não tenha sido indicado, pelo que determina a regra. Para ser elegível ao HoF, o jogador deve estar no mínimo 5 anos aposentado. Contudo, as defesas é que começaram fortes, forçando um turnover de cada lado. Um fumble de Terrell Owens, e um fumble de Dorsey Levens terminaram em pontuações. No caso do fumble de TO, field goal. Já os Niners aproveitaram o turnover dado e anotaram um TD num passe de uma jarda de Young para o TE Greg Clark. 7x3 49ers.

A resposta foi imediata. Depois de marchar 62 jardas em 9 jogadas, o mesmo Dorsey Levens conseguiu uma corrida de 22 jardas colocando a bola na linha de 2 jardas. Na jogada seguinte, Favre achou Antonio Freeman na endzone para anotar o primeiro TD dos empacotadores. 10x7 Packers.

Ainda no segundo quarto, depois de boas corridas do RB de SanFran, Garrison Hearst, os Niners empataram o duelo com um FG. 10x10. Os Packers teriam a bola mais uma vez no primeiro tempo. 

E em nove jogadas, 83 jardas – 30 dessas em penalidades - Levens correu 2 jardas para anotar o segundo TD de Green Bay: 17x10 no intervalo.

O terceiro período começou com tudo para os donos da casa. Favre foi interceptado e os Niners iniciaram a campanha na linha de 33 jardas do campo de ataque. Após quatro jogadas, Steve Young lançou para Terrell Owens, que dropou o passe na endzone. Mau jogo do 81. Mesmo após o drop, Young achou novamente Clark e o jogo estava empatado. 17x17.

Ainda no terceiro quarto, depois de forçar o chute de devolução, os Niners tomaram a liderança do placar após um FG de 18 jardas. Final do terceiro período, 20x17 Niners.

No último e derradeiro período, os Packers começaram com um bom drive de 60 jardas e chutaram um FG, empatando tudo de novo. Na primeira campanha pós-empate, os Niners conseguiram retomar a liderança com outro Field Goal, deixando o placar 23x20. Após isso, Favre teve outro passe interceptado, com 6:16 restantes no relógio. Era a chance de liquidar o jogo. A bola foi retornada até a linha de 40 jardas do campo de defesa. Após duas corridas para ganhos insignificantes, Young encontrou Owens numa posição de conquistar o first down. Porém, o camisa 81 deixou a bola cair, totalizando 4 “drops” na partida. A torcida reclamou e muito de Owens até aquela altura.

Os Packers teriam a bola de novo. No relógio, 4:19 restando. Era anotar o TD e vencer o jogo, ou o FG para levar a prorrogação. E em uma campanha de 89 jardas, Favre atravessou o campo e encontrou na endzone mais uma vez Antonio Freeman. 27x23. Era o TD da vitória, com 1:56 restantes no cronômetro. A torcida de SanFran via os fantasmas das três últimas eliminações para os mesmos Packers assombrar novamente. 

Entretanto, quem tinha Steve Young como quarterback, qualquer tempo no relógio dava esperanças. 1 minuto e 56 segundos era muito tempo para ele. No drive final, Young completou 7 de 9 passes para 76 jardas. Um fumble de Jerry Rice: seria o fim? A única recepção da lenda que veste a camisa 80 seria um fumble? Não para as zebras. Segue a bola com o Niners.



Restando 12 segundos no relógio, Young conectou um passe espetacular para Terrell Owens, o mesmo que sofrera um fumble e dropou 4 passes. Todavia, dessa vez não decepcionou. Agarrou a bola, mesmo recebendo dois fortes tackles e os 49ers viraram o jogo. 30x27.


>> Por BS




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[OQUEACHEI] Divisional Round dos Playoffs

Wow, vamos lá! Nunca fiz um [OQUEACHEI] no The Cancãxia, sempre fiquei com o [GAMEDAY]. Mas hoje senti que tinha responsabilidade de fazer o texto até por nunca ter feito um.

Primeiro de tudo queria agradecer a todos que ficaram conosco no Twitter nesses dias, bem como aos que visitaram o site. Como você pode ver aqui em cima, temos um placar ao vivo dos jogos. Qualquer dúvida é só vir aqui pra ver quanto tá a partida.

The Catch III
E, falando em partida, temos dois Championship Games nesta semana: O NFC Championship Game, cujo troféu é o George S. Halas Trophy (homenagem ao fundador do Bears) e o Lamar Hunt Trophy, troféu que presenteia o vencedor do AFC Championship Game - e que homenageia o fundador do Chiefs. Endossando o que disse há pouco no Twitter, nesta semana teremos uma cobertura sensacional das finais de conferência: [BIO] dos principais jogadores, [GREATEST GAMES] das mais históricas finais da AFC e da NFC e muito mais. Stay Tuned.

Feito o merchan, vamos ao review das partidas deste final de semana. Para começar, pela primeira vez acertei todos os vencedores do [GAMEDAY]. Pois, então, vamos a todos os jogos deste final de semana dos Playoffs.

No sábado a tarde a expectativa era grande no Candlestick Park. A última partida de Playoff em San Francisco foi, justamente, a última vez que os Niners foram à pós temporada: Janeiro de 2003. Naquela partida, justamente contra o Giants que enfrentarão domingo que vem, Jeff Garcia ainda era o QB de SanFran, vejam só. Outra partida histórica no The Stick fora realizada em 1999: The Catch II. Também mencionei no [GAMEDAY] o The Catch I, que deu início à dinastia dos Niners na década de 1980. Nunca imaginaria, porém, que veríamos Alex Smith vencer Drew Brees com um catch decisivo de Vernon Davis no finalzinho. Nunca.

O jogo foi pra lá de disputado. Alex Smith não foi brilhante o jogo inteiro, frise-se. Mas seu TD para 28 jardas, correndo como Vick ou Tebow, foi demais. 24-42, 299 jardas. Quanto à última recepção, logo mais falo. O que tenho que falar foi que o início da partida foi bastante complicado para o Saints. Bastante mesmo. O Niners chegou a abrir 17-0. No primeiro quarto foram quatro turnovers para Nova Orleans. No terceiro quarto veio mais uma de um fumble de Sproles.

Quanto aos Tight Ends, todos falavam de Jimmy Graham. Ele fez um belíssimo TD no final, é verdade. Mas o Tight End que deixa sua marca é, com toda certeza, Vernon Davis.

No twitter eu falei:

"Nem em um milhão de anos que o Alex Smith consegue conduzir esse drive para a vitória". 


Foi a queimada de língua mais saborosa da minha vida. Ver Smith, de quem já falamos em [BIO] AQUI acabou por ter seu momento de Joe Montana. Escolhido no mesmo draft que Aaron Rodgers em 2005, como primeiro pick overall, Smith sempre foi taxado de bust. Sempre todos o criticavam: ah, ele tem a mão pequena. Ah, aquilo. Ah, isso. Ontem ele calou a todos e excluiu qualquer chance de Peyton Manning um dia pisar em San Francisco.

Um drive mágico conduzido por maestria num passe faltando menos de 10 segundos para o final. Pego exatamente na linha de goal por Vernon Davis - que, mesmo sofrendo o tackle, não soltou a bola. Touchdown 49ers, como os grandes narradores narraram nos anos 80 é ouvido de novo. O Candlestick Park, pintado de vermelho, vai ao delírio. É o Niners de volta à final da NFC.

O próximo jogo seria Tim vs Tom. Depois de chocar o mundo contra os Steelers, o Denver Broncos vinha embalado - embora zebra por 13,5 pontos. Alguns especialistas nos EUA até cogitavam vitória de Denver - sobretudo devido à péssima defesa dos Pats.

Não foi o que vimos. Numa atitude estúpida, o Broncos continuou correndo em 1st downs - algo que até minha mãe percebera ao ver o jogo. Quando Tebow lançava, seus recebedores dropavam. Quando não lançava era porque a defesa patriota fez pressão e o forçou a cuspir a bola - frise-se fumble crucial no 1st quarter.

Tom Brady, por sua vez, foi praticamente perfeito: 6 touchdowns, nenhum sack, 1 interceptação: 26-34 para 363 jardas. Incrível. As bolas lançadas por Thomas pareciam mísseis teleguiados para Hernandez, Gronkowski, Branch e Welker. Grande vitória dos Patriots, que avançam como absolutos favoritos para o Super Bowl. A nota triste da partida - e até anti-desportiva, foi um punt no último quarto numa terceira para 10 - de Brady. Não havia nenhuma necessidade. Após a jogada o pau comeu. Algo me diz que isso pode assombrar os Patriotas como assombrou o Spygate.

Por fim, quanto a Tebow: seu futuro nas mãos de Fox e Elway infelizmente é incerto - fontes indicam nos EUA. O que, para mim, é chocante.

A tarde de domingo presenciou mais uma partida miada da AFC: Os Texans enfrentaram os Ravens em duas milestones: era o segundo jogo dos texanos em playoff e o primeiro jogo de Baltimore em casa depois de algum tempo. Jogo bem morno, a maioria das pessoas no Twitter até chegou a optar por ver Corinthians e Flamengo no meio da partida.

O que vale destacar é que Joe Flacco teve uma péssima partida. Baltimore conseguiu jogar em cima dos erros do Texans - capitalizando em cima de turnovers. Os pontos altos de Houston foram, sem dúvidas, as corridas de Foster - a alma da equipe depois da contusão de Schaub. Este, aliás, fez falta: no drive derradeiro, quando o jogo estava 20 a 13... TJ Yates foi interceptado por Ed Reed. Fim da história da outra cinderela da temporada - Lions e Broncos já haviam caído. Ravens passa para a final da AFC em Foxboro - mas jogando do jeito que jogou deve perder para a máquina patriota.

Por fim, o grande upset da semana: Aaron Rodgers caiu. Se eu puder resumir em uma frase esse jogo, seria assim: Drops de Green Bay, somados aos fumbles feriram o Packers - que foi finalizado em conversões de terceira decida por Eli Manning.

É o que dizem, você não pode escrever Elite sem Eli. Manning foi brilhante, absurdamente brilhante. Várias terceiras decidas para pelo menos 8 jardas e Elisha colocou a secundária do Packers no bolso. O único momento bom dessa secundária na partida foi a única interceptação de Manning - um passe alto, oriundo de rush provovado pela DL verde e amarela. Ponto alto de Eli na partida, pois, foi um Hail Mary no final do primeiro tempo - ali a tampa do caixão do favorito começara a ser pregada.

Outro destaque: Bradshaw. Boas corridas que asseguraram a vitória de Nova Iorque. Sobretudo no final do primeiro tempo, dando a chance de Elisha soltar o Hail Mary acima descrito. A defesa do Giants merece palmas também - bem como seu corpo de WRs. O Giants, como venho dizendo há algum tempo, é uma equipe com cara de Playoffs - e que muito me lembra aquele grupo de 2007.

Por fim queria destacar a garra de Aaron Rodgers: correu inúmeras vezes para o first down saindo do pocket. Isso, porém, só mostrou como ele não teve opções e como a defesa do Giants marcou bem os recebedores do empacotadores - isso quando eles mesmos não se auto-marcavam, em drops decisivos.

Resumo de tudo isso: Tirando o Patriots, defesas vencem campeonatos. Aliás, tirando o Patriots não: sua defesa começa a parecer aquela defesa do Colts em 2006 - que nos Playoffs começou a brilhar.

O resumo de tudo isso, sim, é isso: Playoff é outro campeonato. Se pudesse fazer uma analogia tosca, era como a segunda fase do vestibular da FUVEST até algum tempo atrás: não importa quanto você tirou na primeira fase, na segunda tá todo mundo empatado. Foi o que vimos. De nada importou o 15-1 de Green Bay com o record de rating de Rodgers. De nada importou as cinco mil e tantas jardas aéreas de Brees. Playoff é jogo corrido, defesa e oportunismo. É assim que o futebol americano é jogado há 100 anos.

|Por AC, Editor Chefe The Concussion|

>> Nesta semana cobertura ESPECIAL das Finais de Conferência! 

  • [CLÁSSICOS TC] Os Previews da Final da AFC e da NFC no ano passado, por Victor Sorensen.
  • [DOC NFL] Curiosidades e assuntos relevantes às finais da AFC e NFC
  • [GREATEST GAMES] Duas grandes finais de conferência!
  • [BIO] Vernon Davis,  [BIO] Ray Lewis, [BIO] Rob Gronkowski, [BIO] Eli Manning
  • [GAMEDAY] NFC Championship e AFC Championship
  • [QUEBRANDO A BANCA] Finais de Conferência



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[GAMEDAY] Divisional Round - Playoffs 2011-2012


Ah, como eu amo os Playoffs. Época mágica, não? Enfim, são 5:18 da tarde e faltam duas horas para o kickoff no Candlestick Park.Uma partida de Playoff memorável em SanFran foi em 1999; Coincidência ou não, o QB dos Niners ainda era o grande Steve Young. Coincidência ou não, naquele jogo foi encerrado o ciclo da dinastia californiana. Esta começou em 1982 (temporada 1981) com The Catch (Montana to Clark). Encerrou-se no então 3com Park com The Catch II (Young to TO)
Hoje, porém, poderemos testemunhar a volta dos 49ers aos "grandes" da NFL. Pessoalmente falando, sempre gostei muito do 49ers - até por ter, como um de meus ídolos, Joe Montana. Fico extremamente feliz que os Niners voltem em grande estilo aos Playoffs da NFL - e a chance de vitória é grande. 
Em Foxboro os Patriotas podem ter um fim decretado de sua dinastia playoffiana hoje, mesmo com vitória. Sem Tom Brady esse time do Patriots assemelha-se à equipe de Indy sem Manning - e olha que a defesa do Colts é bem melhor que essa do Patriots, hein. As chances da equipe do nordeste dos EUA focam-se em seu principal Tight End e no QB, obviamente. Os Broncos, porém, vem embalados após vencerem com milagre no Mile High.
Em Green Bay, sabe Deus o que pode acontecer. Confira agora os palpites de The Concussion para os jogos deste FDS (ok, a gíria foi ridícula..)
AC nos Playoffs: 2-2
A defesa do Saints é bem fraca contra o jogo corrido, cedendo 5 jardas por carregada, pode ser um prato cheio para Frank Gore. Yet, não acredito que ele terá um jogo tãão fabuloso assim. Ainda sim, 3rd and short é o que Alex Smith precisa. Do outro lado, a defesa do 49ers é a melhor da NFL, não nos esqueçamos disso. E jogo corrido + defesa forte é uma fórmula mágica nos Playoffs. Dá San Francisco.
Unleash! O candidato a melhor jogo da week pode... não ser o melhor jogo da Week. Tim Tebow e os Broncos estão embalados, mas o Patriots ainda é uma equipe muito forte. O segredo para a vitória do Pats aqui é o jogo corrido do Broncos não engatar a segunda marcha e Tom Brady começar bem o jogo. Se essas coisas acontecerem, a equipe patriota tem grandes chances. 
O placar, porém será apertado - devido à péssima defesa do Patriots (isso, claro, se o Broncos começar a finalizar na redzone/reitoria). Dá New England.
O jogo mais fraco da rodada. Pela primeira vez em anos a equipe de Baltimore sediará um jogo de playoff. Péssimo para TJ Yates. Mas esse não é o confronto principal desta partida. É, sim, Foster vs Lewis. Infelizmente para o Texans, deve dar Ravens nessa parada.
 Baltimore tem a melhor defesa da AFC na minha opinião - o que possivelmente lhe renderá um passaporte para Indianapolis. Dá Baltimore.
OOOOooo joguinho difícil de dizer algo. Minha intuição, aliada à racionalidade (alguma), me diz que dá Giants. O segredo para parar um QB como Aaron é fazer pressão com a DL sem blitzes - e isso o Giants consegue facilmente. Não esqueçamos que no Super Bowl XLII foi assim.
Essa equipe do Giants cheira a playoffs: boa defesa contra a corrida, bom pass rush, um qb confiável, WRs explosivos e um jogo corrido fantástico. No último encontro entre essas duas equipes, Green Bay venceu por 3 pontos. Se vencer domingo, coisa que eu não acredito que pode acontecer, deverá ser por diferença pequena também. De toda sorte, devido às virtudes que enumerei acima, acredito numa vitória de Nova Iorque.
>> AC, Editor Chefe The Concussion

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